03/10/2013

Expirou o prazo que a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) deu para que a Universidade de São Paulo em Ermelino Matarazzo, na Zona Leste, faça o diagnóstico do nível de contaminação do solo e remova a terra depositada irregularmente no terreno, como informou o Bom Dia São Paulo. O pedido foi entregue em 2 de agosto e USP tinha 60 dias para cumprir.

A USP Leste informou, por meio de nota, que a Superintendência do Espaço Físico, localizada no campus Butantã, é a responsável pelas adaptações exigidas pela Cetesb. Desde 11 de setembro, alunos e professores desse campus estão em greve por medo de riscos de contaminação. Cerca de 60 estudantes dormiram na universidade para protestar na madrugada desta quinta.

O campus foi construído em um terreno onde funcionou um aterro de lixo orgânico. Com o tempo, o material se decompõe e começa a emitir gás metano, que é tóxico e explosivo. A agência ambiental afirma, no entanto, que não há risco de explosão.

Os professores alegam ter medo de trabalhar. O receio surgiu após a colocação de uma placa como a logomarca da Cetesb informar sobre a concentração de gás metano no terreno. A companhia negou ter interditado a área e disse que não instalou a placa. Segundo a assessoria da USP, quem instalou o aviso foi a Superintendência do Espaço Físico da universidade (SEF) e, diferente do que está escrito nela, não existem riscos à saúde dos alunos ou funcionários.

A Cetesb informou que emitiu um auto de advertência para a universidade no começo de agosto, exigindo o cumprimento de alguns pontos da licença de operação para sanar o problema do vazamento de gás. A diretora de avaliação de impacto da Cetesb, Ana Cristina Pasini, disse na época que não existe risco para quem frequenta o local.

“O único erro que pode haver em relação ao material que está lá é se houver ingestão desse material. Dentro dos prédios, não há risco. O que acontece é que, como o que está no subsolo é material orgânico, isso ao se deteriorar gera gases, esses gases são monitorados por meio de poços instalados em todos os prédios. Então, temos uma noção de quanto gás tem”.

A universidade afirmou que mandou relatórios para a Cetesb para assegurar que não existe risco de explosão e que está em processo de contratação de empresas para a instalação de exaustores para solucionar o problema. Em nota enviada à reportagem do Bom Dia São Paulo nesta quinta-feira, a USP disse que as mudanças são de responsabilidade da Superintendência do Espaço Físico, que ainda não se manifestou a respeito.

A Cetesb diz que considera normal a licença ambiental do campus Leste da USP ter sido dado sete anos depois do início das atividades em 2005 e informa que a licença só é dada depois do término das obras nos prédios.

Fonte:G1/imagem:reprodução

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