17/08/2015

O número de agências de atendimento do INSS totalmente paralisadas na capital dobrou em um mês. Em 15 de julho, eram  quatro postos com os cadeados nos portões. Ontem, esse número chegava a oito, segundo a central de atendimento da Previdência Social. (Ermelino Matarazzo era uma das oito).

Apesar de uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) ter determinado que 60% dos trabalhadores voltassem a trabalhar, o movimento ganha força na base. A ordem da Justiça só atinge  gerências executivas, superintendências regionais e direção central, bem como nos setores responsáveis pelo cumprimento de determinações judiciais e atividades correlatas.

A liminar foi deferida na última quinta-feira, dia 13, pela ministra relatora Regina Helena Costa. A multa diária pelo descumprimento da decisão é de R$ 100 mil.

O Sinsprev (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo) afirmou que  a orientação da entidade para os servidores é cumprir a determinação judicial. “Estamos respeitando a decisão, mas nós não temos controle das agências que estão abrindo e das que continuam fechadas. Isso depende de cada gerente, pois eles têm a chave (do local)”, justificou Thiago.

O DIÁRIO ligou ontem para a central 135 da Previdência Social. A atendente  informou que estão paralisadas totalmente oito postos na capital: Tucuruvi, Guaianases, Voluntários da Pátria, Santa Marina, Ataliba Leonel, Vila Maria, Brás e Ermelino Matarazzo. As outras 20 agências estão funcionando parcialmente.

Embora a assessoria de imprensa do INSS tenha afirmado que um balanço da greve no estado  seria divulgado até as 18h de ontem, a reportagem foi surpreendida com a nova informação, à noite, de que os futuros balanços seriam divulgados somente à Justiça. O instituto não justificou a mudança. No último balanço, do dia 12 de agosto, 34 agências estavam fechadas (13%)

A liminar cita as entidades nacionais da categoria Fenasps e CNTSS. O Sinsprev é associado a ambas. Os servidores reivindicam reajuste salarial de 27,3%, referentes a perdas salariais desde 2010. O governo ofereceu 21% divididos em quatro anos, mas a categoria rejeitou.

Em um comunicado publicado na página da Previdência, o INSS ressalta que “entende que os serviços previdenciários são essenciais e reconhece que a interrupção dos atendimentos nas unidades acarreta prejuízos para  toda a população. Por isso, ajuizou a ação, cuja decisão tem o objetivo de minimizar os impactos”.

Fonte: Diário SP

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