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04/10/2015

A reorganização da rede de ensino público do Estado anunciada semana passada já causa dúvidas e divergências. O projeto prevê a distribuição de alunos nas escolas de acordo com o ciclo de aprendizado: 1º ao 5º ano (crianças com idade entre 6 e 10 anos), 6º ao 9º ano (11 a 14 anos) e Ensino Médio (15 a 18 anos) já a partir de 2016. Na região, são 270 mil estudantes e 335 unidades nas sete cidades. Conforme a Secretaria Estadual da Educação, o objetivo é que as mudanças colaborem para a melhoria da qualidade do ensino. “Pesquisas mostram que os alunos que estudam em escolas com único ciclo têm rendimento 10% melhor que os que estão em unidades com ciclos misturados”, destaca a dirigente regional de ensino de São Bernardo, Suzana de Oliveira. A ideia é limitar a quantidade de estudantes por faixa de ensino, sendo 30 do 1º ao 5º ano, 35 do 6º ao 9º e 40 no Ensino Médio, além de adaptar os espaços escolares à faixa etária. Outra meta é fixar o professor numa única escola, o que evita o deslocamento e amplia o tempo de dedicação. As mudanças serão apresentadas aos pais no dia 14 de novembro em reunião com toda a rede. No entanto, a dirigente já garante que nenhum aluno será transferido para escola mais de 1,5 quilômetro longe de onde estuda atualmente. “ Até lá, a secretaria pede que os pais atualizem seus cadastros no site www.atualizeseusdados.educacao.sp.gov.br. Dúvidas serão respondidas pela central de atendimento no telefone 0800 77 00012. RESISTÊNCIA Para o diretor estadual da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) Antonio Jovem, as medidas tendem a “bagunçar” a rede estadual. “Teremos implicações tanto para alunos e familiares quanto professores e gestores”, avalia. Uma das críticas é o fato de a reorganização fazer com que irmãos sejam separados de escola por estarem em ciclos diferentes, o que causaria transtorno aos pais. Em relação aos docentes, o principal receio é sobre a possibilidade de demissões, tendo em vista a tendência de diminuir o número de coordenadores por escola, segundo Jovem. “Além do desemprego, há os impactos negativos no aprendizado, já que teremos um coordenador para cuidar de grupo maior de alunos.” A promessa é que haja calendário de ações organizadas pela Apeoesp para demonstrar a indignação frente à proposta do governo. “Não há nenhuma perspectiva positiva. O Estado vai facilitar o processo de municipalização, além de reduzir os gastos com a Educação”, ressalta o diretor.

Pelo novo modelo, uma das escolas que poderá ser fechada é a E. E. Pedro de Alcântara M. Machado e Cibele Weinberger proclamou:

cibeleConvidamos Pais, Responsáveis, Alunos, Grêmio da Escola, Comunidade Local (Ex-Alunos, Comerciantes), Professores, Funcionários, Gestão Escolar para compor uma Comissão de Esclarecimentos e Organização das ações contra a “disponibilização” (FECHAMENTO) da EE “Pedro de Alcântara M. Machado. ENCONTRO AMANHÃ – 07/10/2015 (Quarta-Feira) – 07h00. NA ESCOLA PEDRO DE ALCÂNTARA. Venha Conosco! Esta Luta é Nossa!

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