28/01/2013

Diante da tragédia ocorrida em boate no Rio Grande do Sul, reacende-se a discussão da questão de segurança em Casas de Show. E, em Ermelino Matarazzo, foi após um assassinato com repercussão na mídia de todo o Brasil dentro do Arena Sertaneja da Vila Cisper que a mesma foi interditada por falta de alvará em maio de 2010. Medidas foram tomada e ela só foi reaberta quase seis meses depois.

Hoje ela tem capacidade para aproximadamente 5000 pessoas e continua abrigando grandes shows. Dia 09 de fevereiro irá se apresentar o grupo de forró "Calcinha Preta" e, em 23 de março, Zezé de Camargo e Luciano. 

Outras casas que abrigam grande concentração de pessoas na região é o Neres Show e Boemia Night Club, ambas na Ponte Rasa.

Saiba mais sobre normas de segurança

Fonte: Luis Nassif

 

No Brasil existe legislação que regula as saídas de emergência e são normativas e códigos dos Corpos de Bombeiros que tem vigência em cada estado. Cada estado tem seus regulamentos, sendo uns mais exigentes outros menos. Mas todos são rigorosos quando as exigências para locais como a Boate Kiss. Normalmente são:
 
saídas de emergência – portas com larguras adequadas a púplico, ex. um local para 900 pessoas deve ter no mímino 3 portas de 1,65 m dotadas de barra anti-pânico( ao empurrar a porta abre). O tamanho é feito para que na teoria seja evacuado o local em 1 minuto.
 
iluminação de emergência – quando a iluminação normal acaba assionam a iluminação de emergência para dar um mínimo de claridade até que a pessoa possa sair do local. Importante a iluminação tem que ser colocado numa altura e de forma que a fumaça não atrapalhe a fuga.
 
sinalização de emergência – indica a qualquer pessoa em qualquer local do recinto a direção de fuga. São luminária e setas que indicam a saída. Como na iluminação de emergência não pode ser obstruído pela fumaça. Pode ser feita inclusive no chão com tinta especial que brilha no escuro.
 
extintores – são equipamentos para combater o início de incêndio, dispostos de modo que sejam visto por todos e de fácil acesso.
 
revestimentos – as paredes, teto e piso devem ser feitos por materias que não propaguem o fogo e algunas legislação que não produzem fumaça em ecesso.
 
Brigada de incêndio – pessoal treinado para combater o incêndio e ajudar na fuga dos oculpantes. No caso deveria ser os funcionários e os segurança da Casa. Não tem conhecimento da legislação do RS, não sei se era necessário no local.
 
Alarme de incêndio – sistema para avisar os ocupantes e principalemte a brigada de incêndio que alguma coisa esta acontecendo. Depende do tamanho do local e da população.
 
E assim vários outros item de segurança que são obrigatórios conforme a ocupação, o tamanho e altura do local.
 
Desses itens os quatros primeiros teriam que ser observados. Os outros 2 depedem do tamanho do local como outros poderiam ser obrigatórios.
 
Se vocês notarem a saída de emergência, ou seja as portas são o que limitam a capacidade do local. Ou seja mesmo que o local comporte 1000 ou 4000 pessoas se as portas só dão vazão para 500 pessoas essa deve ser a lotação máxima ao local. Por isso é que muitos estádios e ginásios diminuiram a capacidade.
 
Para uma porta ser considerada saída de emergência ela não pode estar trancada com chave ou cadeado, obstruída seja por grade ou seguranças.
 
Na teoria se todos os itens de segurança tivesse sido observados o fogo nem teria existido (caso for confirmado o uso dos sinalizadores) porque não poderia deixar o uso do sinalizador. Se o fogo tivesse iniciado não se propagaria porque o revestimento não pegaria fogo apenas pelo uso do sinalizador. E mesmo que o fogo e fumaça fosse genaralizado o número de mortes seria muito menor porque a saída seria muito mais rápida.
 
Mas infelizmente houve uma sucessiva sequencia de erros que ocasionaram a trágedia.
 
No Brasil a legislação de segurança é exigente o problema é que não é cobrada com rigor na hora da vistoria.
 
A vistoria falha por vários fatores: principalmente a falta de conhecimento técnico dos vistoriadores, que em alguns casos aceitam suborno por não ter noção dos perigos e por excesso de trabalho. Muitas vistorias são feitas inclusive sem o projeto, ou seja, só os itens mais comuns e que o vistoriador é familiarizado são exigidos.
 
 
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