26/05/2009

Foi morto nesta terça, 26, o cafetão, agenciador e chefe da rede de tráfico de travestis Claudinei Pereira da Silva, conhecido como “Malhação”. A morte aconteceu no bairro de Ermelino Matarazzo, na zona leste da capital paulista. Os policiais localizaram Malhação a partir de uma denúncia anônima, depois da primeira matéria no Jornal da Band, que desde ontem, 25, exibe uma série de reportagens sobre o preconceito e a exploração de travestis no Brasil.

Malhação tentou fugir. De porte de um revolver calibre 38 reforçado, ele atirou contra os policiais. No revide, foi baleado e depois levado ao Pronto Socorro de Ermelino Matarazzo. A rede de prostituição era formada por ele e mais três travestis adultos.

A quadrilha aliciava gays adolescentes, que se transformavam em travestis em São Paulo. Eram trazidos de estados do Norte e Nordeste, basicamente Bahia, Pará e Piauí. Segundo a polícia, só de Belém, ele agenciava 50 travestis em São Paulo. Os travestis tinham que pagar entre R$ 50 e R$ 1.000, por semana, para não serem mortos. Um deles, de 17 anos, foi assassinado por Malhação a golpes de um taco de beisebol.

Malhação, que também era membro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), era procurado há três anos pela polícia. Era acusado pelos crimes de assassinato, tráfico de pessoas, cárcere privado, ocultação de cadáver e exploração sexual.

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