26/06/2011

Rodrigo Ciríaco conta como foi o tradicional “Sarau dos Mesquiteiros” do mês de junho.

“Salve, salve, rápa.

Neste sábado, 25 de junho rolou mais um sarau dos Mesquiteiros na Escola Estadual Jornalista Francisco Mesquita.

Como já está virando uma rotina “positiva”, ontem tivemos uma programação mais do que especial: encontro literário com Michel Yakini, do Sarau do Elo da Corrente, exibição do curta-metragem “Paralelo”, direção de Glauber Marques e participação mais do que especial de Andrio Candido e o lançamento do cd-single de Slim Rimografia e Thiago Beats, pra fechar com chave de ouro.

O encontro com o Michel foi muito bonito. Digo isso porque foi uma oportunidade minha e da galera de conhecer um pouco mais da sua história, sua caminhada; seus trampos literários, sua visão sobre a literatura e o processo de criação, além de suas influências. Garanto que quem esteve presente pode se enriquecer mais, literariamente e humanamente falando. E olha que não foram poucas pessoas, pensando principalmente num encontro literário na quebrada, num sábado a noite de feriado prolongado!

Na sequência, o mano Andrio apresentou seu curta-experimental e juntamente com o diretor Glauber Marques deu uma palhinha sobre cinema, a visão estética sobre o negro e a periferia, entre outras paradas.

Quase as sete horas, demos início as poesia, com microfone aberto a quem quisesse participar. Mais de trinta pessoas estiveram inscritas, entre Mesquiteiros, convidados, visitantes. E não foram poucos: tinha gente de Campo Limpo, São Miguel, Embu das Artes, Capão Redondo, Pirituba, Grajaú, Santo André e até da Alemanha… rs.

Por volta das oito e meia foi a vez de Thiago Beats e Slim Rimografia darem um show de talento. Thiago nos Beats impressionou a galera, que algumas vezes pelos olhares questionava se o mano fazia todos aqueles sons apenas com a boca mesmo. Slim mandou uma rima no improviso, outra do disco “Mais que Existir” e um samba muito lôko: “Mas o que que há, Maitê: cê tá com ciúmes da MPC?”, tudo isso com muito swingue, gingado e a colaboração entusiasmada do público.

Enfim, mais uma noite mágica de resistência cultural na quebrada. Pra sentir um pouco, dá um ligo nas fotos.

Próximo mês tem mais. Anota aí, dia 30 de julho, sábado, a partir das 17hs. Exibição do média-metragem “Jennifer”, de Renato Cândido. Apresentação de alguns curtas, produzidos pela galera da Escola, Mesquiteiros, Mundo em Foco e Criar, além do lançamento do livro “Amar é Crime”, de Marcelino Freire.

Ufa. Quem disse que na periferia não da pra curtir?

Mano chega aí, mana chega aí!

É nóis. Um por Todos, Todos por Um.”

Rodrigo Ciríaco

Os Mesquiteiros

 

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