02/04/2014

Com a proximidade da Copa, diversos setores têm investido em criatividade e produção para faturar com o período. No segmento de decoração e utilidades domésticas não é diferente. Recentemente, marcas especializadas em produtos de cozinhas fizeram seus lançamentos temáticos na Gift Fair, feira voltada ao mercado de artigos para a casa. Fabricantes como (…) Cisper,  entre outras, apresentaram suas coleções, que estão chegando ao mercado para o evento.

Melhores estratégias

O professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP), Adalberto Belluomini, explica que todos os grandes eventos desse tipo geram no imaginário do consumidor uma noção de patriotismo maior, por conta disso, não só no Brasil como no mundo inteiro, nessas ocasiões é comum as empresas aproveitarem o tema para desenvolver produtos e aumentar o faturamento. Mas, alerta que é preciso avaliar com atenção a oportunidade e os riscos no investimento.

“O fator da pertinência é um ponto fundamental, se o produto não tem a menor pertinência com o tema, o risco de fracassar nessa ação de marketing cresce muito”, afirma Belluomini. “Um bom exemplo são os utensílios para as bebidas. O consumo não só de cervejas, mas de bebidas de forma geral, aumenta muito nessa época”, diz. “O importante é não mexer com linha inteira, mas com alguns itens que compõem a produção e, nesse caso, aqueles que tem alguma relação com comemorações, e remeta ao evento que está acontecendo”, afirma.

Outa observação do professor é para o tempo de produção e comercialização de tais produtos. “O tempo para se fazer tudo que é pertinente ao um evento como esse é exatamente agora”, explica. “Para minimizar o risco é preciso inserir esses produtos no varejo com antecedência de um a três meses antes do início. Porque a medida que o evento vai chegando ao fim, a probabilidade de vender esses produtos cai drasticamente”, continua. “Para o fabricante esse prazo precisa ser ainda maior, de pelo menos seis meses antes, para ter tempo hábil de produção e venda”, complementa.

Como Brasil será palco também para as Olimpíadas, Belluomini orienta que fabricantes e varejista invistam em produtos que possam ser comercializados nos dois eventos esportivos. “É ideal que optem por produtos neutros, que remetam ao patriotismo, porque o que não for vendido agora, pode ser armazenado para o próximo evento”, afirma. “Além disso, aproveitar a experiência  de volume movimentado na Copa e expectativa de volume para as Olimpíadas, que deve ser semelhante ou menor”, alerta ao lembrar que os demais esportes não influenciam o imaginário da torcida como o futebol.

Para finalizar, o professor recomenda que os varejista também analisem estatísticas de vendas em outros países que receberam grandes eventos “para se basear e obter o maior sucesso possível nesses períodos”, conclui.

Fonte: DCI/O.I.

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