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22/02/2014

Na reta final para a Copa do Mundo, os bairros vizinhos ao estádio Arena de São Paulo, o Itaquerão, palco da partida inaugural da competição, entre Brasil e Croácia, sentem os efeitos do aumento do comércio mas sofrem com os maiores índices de roubo a moradores e frequentadores da região.

O bairro A.E Carvalho, a um quilômetro do estádio, sofre com o segundo maior aumento percentual de assaltos na Zona Leste: 34,41% em um ano, excluindo os casos de roubos de carga, bancos e carros, segundo números oficiais.

O aumento só perde para o bairro vizinho, Ermelino Matarazzo (34,96%), que concentra as ocorrências da região aos finais de semana e madrugadas, seguido de Vila Matilde (27,97%).

Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) e se referem ao período de janeiro a novembro de 2013 em comparação com todo o ano de 2012.

Sete assaltos cometidos nos dois últimos meses de 2013 foram relatados à Agência Efe por moradores de A.E Carvalho, todos em ações semelhantes, com duplas de ladrões armados e depois 20h.

Em novembro e dezembro, as autoridades registraram 281 casos de roubo, 44,1% a mais do que nos dois últimos meses de 2012.

A SSP afirmou à Efe, por meio de uma nota, que os delegados titulares da 64ª DP (A.E Carvalho) e da 24ª DP (Ermelino Matarazzo) “estão realizando reuniões periódicas entre as polícias da região para alinhar o combate desses crimes, além de intensificar as investigações dos casos”.

Na primeira semana de novembro, Joyce (nome fictício) relatou que estava chegando no portão de casa quando voltava do trabalho, por volta das 20h30, e percebeu que um carro se aproximava no sentido contrário.

De dentro do automóvel saíram um homem branco e alto e uma mulher bonita e loira, que a abordaram e levaram seus pertences.

“Joyce”, quem vive há 26 anos no bairro, confirma as estatísticas ao contar que os roubos aumentaram nos últimos meses.

“Ultimamente eu ando bem assustada. Tenho medo de carro, tenho medo de moto e qualquer pessoa é suspeita”, disse “Joyce”, que não anda mais desacompanhada pela região.

Fonte: Revista Exame

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