25/03/2010

A Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho, Idoso e Mulher esteve nesta manhã no Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo (Professor Alípio Correa Neto) conforme adiantamos em edições anteriores Uma das integrantes da Comissão, a vereadora do Partido dos Trabalhadores Juliana Cardoso, publicou a seguinte impressão da visita:

Sem 139 médicos de várias especialidades, o Hospital Municipal Professor Doutor Alípio Correa Neto, em Ermelino Matarazzo, na zona leste, está com 100 leitos desativados. Esse foi o principal problema encontrado na vistoria realizada pela Comissão de Saúde da Câmara Municipal, na manhã desta quinta-feira, dia 25.

Inaugurado em 1990 pela ex-prefeita Luiza Erundina, o hospital tem capacidade para 380 leitos que estão distribuídos pelos seis andares. No entanto, por causa do quadro incompleto de 139 médicos, opera com 280 leitos. Dos 388 especialistas com cargos aprovados por lei, a unidade funciona precariamente com 249 profissionais.

Com o déficit de médicos, gestantes perambulam pela cidade à procura de outras maternidades para serem atendidas. O fechamento de 24 leitos no setor de neurocirurgia faz pacientes em tratamento de coluna aguardar até dois anos uma consulta de rotina. Uma situação dramática é com as cirurgias pediátricas. Faltam oito profissionais especialistas nessa área. Ela conta com apenas dois médicos, quando o quadro previsto é de 10.

Além disso, cirurgias são desmarcadas por falta de anestesistas. O maior desfalque de especialistas é na ginecologia, onde inexistem 17 médicos, quando o setor teria que dispor do dobro desse número.

Essas e outras denúncias como falta de materiais básicos como algodão, esparadrapos e álcool, elevadores sempre quebrados, falta de manutenção de ambulâncias, que não trafegam aos domingos por falta de combustível, partiram do conselho gestor do hospital e foram apresentadas em documento encaminhado em 27 de fevereiro passado à Superintendência de Autarquia Hospitalar Municipal. Os problemas também foram alvos de matéria do jornal Agora, publicada em 17 de março.

“A Secretaria sabia de nossa visita desde a semana passada. O Hospital estava sem pacientes. Médicos deram plantão de 36 horas para dar alta aos pacientes. Na pediatria havia uma criança. Também realizaram um grande mutirão de faxina e limpeza. Estava lindo. Colocaram até lençóis novos nos leitos, parecia que estavam inaugurando a UTI do hospital, mas de nada adiantou a operação de maquiagem”, conta a vereadora Juliana Cardoso, integrante da Comissão da Câmara. “Quando nos dirigimos à AMA [Assistência Médica Ambulatorial] que estava lotada, constatamos o descaso e incompetência de gestão da Secretaria e do prefeito Kassab. Gente reclamando com a demora de mais de 4h para ser atendida e levando até Rinossouro de casa, pois lá não havia disponível. Um quadro deplorável da saúde pública municipal”.

Durante a sessão plenária da Câmara, realizada na tarde de quinta-feira, dia 25, a vereadora Juliana Cardoso denunciou em plenário os problemas encontrados nessas duas unidades da Prefeitura.

Na visita, programada a pedido do conselho gestor, a Comissão da Câmara foi recebida pelo diretor do hospital, Dr. Sérgio Matsudo.

Uma das cenas mais graves ocorreu no elevador. Quando a comissão tentou utilizá-lo, ele teimou em ficar parado e não funcionou.”

Já o verador Senival Moura (PT) na Sessão Plenária  parabenizou a Comissão de Saúde pela visita ao Hospital Ermelino Matarazzoe disse:

“A unidade deveria ter esse atendimento exemplar como o de hoje, todos os dias.”

O vereador Gilberto Natalini (PSDB) não pode comparecer e postou o seguinte:
“A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de São Paulo, visitou nesta quinta-feira (25/03), o Hospital Municipal Doutor Alípio Correa Neto (Hospital Ermelino Matarazzo) para discutir as dificuldades do hospital. O vereador Gilberto Natalini foi representado pelo Sr. Marco Antônio, que na oportunidade lembrou a importância do hospital para a região. Estiveram presentes o Dr. Lino representando a superintendente Flávia Maria Terzian, representantes da comissão de saúde, do Conselho Gestor e da Secretaria de Saúde.”

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