06/01/2018

O conferente Lauro Sussumo Saito, 60 anos, espera desde julho para saber se sua aposentadoria foi concedida ou não. Essa é a segunda vez que o segurado tenta se aposentar. Saito tenta reconhecer como tempo especial cerca de dez anos, período em que trabalhou em um posto de gasolina. Ele conta que, em 2015, seu benefício foi negado pelo INSS por falta de documentos. “Agora, eu apresentei todos os PPPs do período para conseguir o benefício”, disse.

O segurado deu entrada no benefício na APS (Agência da Previdência Social) de Ermelino Matarazzo (zona leste). Ele afirma que, depois do atendimento, não conseguiu mais nenhuma resposta do andamento do seu pedido. “Eles só me falam para esperar. Mas faz meio ano que estou esperando e nada.

Para Saito, a conversão do tempo especial em comum – que gera um bônus de 40% a cada ano de trabalho exposto a agentes nocivos à saúde– é necessária para a concessão do benefício.

Ele tem 32 anos de contribuição ao INSS e, sem o tempo especial, não consegue completar o requisito para conseguir a aposentadoria por tempo de contribuição, na qual são exigidos ao menos 35 anos de pagamentos.

Resposta

A assessoria de imprensa do INSS disse, em nota, que os documentos do segurado foram analisados pela Seção de Saúde do Trabalhador, atendendo ao pedido da 27ª Junta de Recursos, e que foi feita uma nova simulação do cálculo do tempo de contribuição.

Porém, segundo o órgão, mesmo com as análises, o tempo de contribuição do segurado “ainda não é suficiente para a concessão da aposentadoria”. Apesar disso, a documentação foi devolvida para a Junta de Recursos e o pedido continua sendo analisado.

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