29/04/2014

A Congregação a da EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades) da USP (Universidade de São Paulo) decidiu nesta segunda-feira (28) pedir o afastamento do superintendente de Espaço Físico da instituição, Oswaldo Nakao, das negociações sobre os problemas de contaminação da escola, interditada judicialmente desde janeiro.

A assessoria de imprensa da USP não informou se o professor será afastado das negociações sobre o campus, feitas com a Justiça, o Ministério Público Estadual, órgãos ambientais e a comunidade acadêmica.

Nome de confiança da reitoria para conduzir a crise ambiental e política na EACH, Nakao foi alvo de críticas por dizer que o terreno do campus “não estava contaminado”. Ele ainda afirmou que a demora na volta às aulas se devia a questões partidárias. As declarações foram gravadas em vídeo e repercutiram mal nas redes sociais.

No vídeo, divulgado há quase três semanas, Nakao disse a uma aluna que os professores da USP Leste tentavam atrasar o retorno às aulas porque queriam “melar o governador (Geraldo Alckmin)”. Ele também afirmou que eles eram ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao Partido da Causa Operária (PCO), siglas de oposição ao governo do Estado (PSDB).

Frente às declarações, a Congregação da USP Leste resolveu ontem, em votação polêmica, repudiar as declarações do superintendente e pedir que Nakao deixe a comissão ambiental que discute as medidas para descontaminar o campus.

Explicações

O superintendente afirmou que, no dia do vídeo, a aluna da USP Leste afirmou que tudo era culpa do reitor e do governador.

— Essa provocação me fez momentaneamente mudar de conduta, disse.

Nakao diz que não teve intenção de ofender “quem quer que fosse”. Falou também que as frases “não devem ser retiradas do contexto de uma conversa tensa, em que o cansaço e o desgaste infelizmente acabaram prevalecendo”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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