17/03/2011

A Comunidade Zona Leste Sustenta apresentou em 16 de março, quarta-feira, pela manhã, os projetos selecionados no edital 2010 do Fundo Zona Leste Sustentável. O evento público ocorreu na Subprefeitura de São Miguel Paulista. A lista das iniciativas que receberão apoio financeiro e técnico do Fundo foi divulgada em dezembro último. E ontem, os empreendedores formalizaram um contrato para o início do repasse de recursos.

O ZL Sustentável beneficiará quem tem dificuldade em obter crédito, como empreendimentos informais, para as quais o financiamento bancário é restrito. Com o fundo, os vencedores do edital terão a oportunidade de alavancar seus negócios e de sair da informalidade. “É um pontapé inicial para reestruturação desses empreendimentos. Queremos que eles se fortaleçam e cresçam, a partir do acesso a outros mecanismos de crédito”, afirma Paula Galeano, coordenadora geral da Fundação Tide Setubal, uma das instituições integrantes da Comunidade Zona Leste Sustenta.

Entre os doze finalistas, há empreendimentos individuais informais, cooperativas e microempresas dos segmentos de alimentação, comunicação, confecção e meio ambiente. Os recursos devem ser aplicados ou para compra de equipamentos — visando ao aperfeiçoamento da produção –, ou para compor capital de giro. Além do aporte em dinheiro, os empreendedores serão acompanhados e monitorados pela equipe do Fundo, tendo suporte e capacitações em gestão, marketing e outras áreas. A expectativa é que os investimentos gerem renda e colaborem para a abertura de novos postos de trabalho na região leste da capital paulista.

Desenvolvimento local sustentável

A iniciativa do Fundo ZL Sustentável é da Comunidade Zona Leste Sustenta, a qual reúne primeiro, segundo e terceiro setores no trabalho conjunto em prol do desenvolvimento local sustentável. Entre outros parceiros, a Zona Leste Sustenta congrega Fundação Tide Setubal, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Subprefeitura de São Miguel Paulista, Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), USP Leste e Instituto Ethos. Representantes da comunidade também compõem o grupo.

Aberto em 1° de outubro de 2010, o primeiro edital do Fundo recebeu mais de 40 inscrições. Puderam participar projetos de financiamento de até R$ 50 mil, propostos por cooperativas, microempresas, empreendimentos informais e organizações sociais, sediados nos bairros de São Miguel Paulista, Itaim Paulista ou Ermelino Matarazzo. Os critérios de seleção foram: o potencial de geração de emprego e de renda do projeto; os vínculos do empreendimento com a comunidade local; o comprometimento com práticas sustentáveis; e a valorização da participação de jovens e mulheres na atividade produtiva.

As doze iniciativas foram escolhidas pelo Comitê Programático do Fundo, composto por professores da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), técnicos do Sebrae São Paulo, integrantes da equipe da Fundação Tide Setubal e lideranças comunitárias. Também colaboraram na elaboração dos pareceres finais os seguintes profissionais: Ana Maria Domingues Luz, presidente do Instituto GEA; Marta Mendes, gestora da área de artesanatos; Rafael Cervone Netto, presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis do Estado de São Paulo; e Rosinéia Bigueti, supervisora da área de alimentação do Sesi.

Do valor de mais de trezentos e quarenta e cinco reais destinados, Ermelino Matarazzo foi escolhido com o projeto da Cooperativa Nova Esperança que promove a coleta seletiva de resíduos sólidos. Para incrementar o projeto, ela receberá de auxílio R$ 47.198,00.

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