03/11/2010

Anualmente mais de 200 Bolivianos se reunem para a celebração dos Finados na Igreja São Francisco de Assis e para homenageá-los o local onde é realizada a missa é todo enfeitado com panos da cor vermelha .

O Padre Ticão fará um pedido especial para o secretario de Educação do Estado de São Paulo, Paulo Renato de Souza no sentido de incluir na grade escolar uma classe especial para o grande número de Bolivianos que vivem na região Leste  e que precisam de uma escola para aprender a língua portuguesa.

Para o Brasil, essa migração recente é um fato praticamente inusitado segundo reportagem da dw-world.de . Embora país de imigrantes, as últimas levas de imigração em massa já estão há muito enterradas no imaginário brasileiro. Essa tendência recente reflete, segundo Souchaud, a nova posição geopolítica assumida pelo Brasil na América Latina.

“O papel do Brasil na região está crescendo cada vez mais. O Brasil não era um país de imigração muito importante para os vizinhos, ao contrário da Argentina, que assumia no passado esse papel de polo migratório regional. Agora o Brasil está assumindo essa função. Isso engloba vários aspectos: a posição do país na região, a forma como ele se autodefine, as relações que tem com os vizinhos e um conhecimento melhor destes vizinhos”, ressalta o geógrafo Sylvain Souchaud.

Estimativas extraoficiais, como a citada em texto publicado pelos pesquisadores Renato Cymbalista e Iara Rolnik Xavier, falam de 100 mil bolivianos vivendo na cidade, em sua maioria jovens, de baixa escolaridade, empregados na indústria do vestuário. Há fontes que chegam a mencionar um total de 200 mil.

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