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25/10/2012
 

Um desenho de um homem barbado, feito à mão por uma menina de 5 anos, e o depoimento assinado por ela  ajudaram a Polícia Civil de São Paulo na identificação do suspeito de violentar sexualmente a garota. O crime teria ocorrido em agosto deste ano, dentro da escola municipal onde ela estudava, na Ponte Rasa.
 
Um desempregado de 37 anos chegou a ser preso pela suspeita do crime de estupro, no início de outubro, mas foi posto em liberdade porque não havia sido detido em flagrante, como determina a lei eleitoral. Ele é morador de rua, dormia numa obra vizinha à escolinha, e teria entrado no local ao pular um muro.
 
A criança contou no 24º Distrito Policial, em Ermelino Matarazzo, que naquela tarde de agosto  brincava sozinha no pátio da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Professora Ana Marchione Salles, no Jardim Popular, quando o agressor a agarrou por trás, beijou sua boca e abusou dela.
 
O delegado titular Marcel Druziani afirmou ontem que investiga se funcionários falharam na segurança da menina. A mãe da garota, a auxiliar administrativa Priscila, de 26 anos, disse que pediu à filha para desenhar o agressor na delegacia. O desenho ficou com o investigador.
 
Em 2 de outubro, um homem com roupas sujas e com as mesmas características físicas da ilustração foi reconhecido pela criança quando ela caminhava com a avó em direção ao mercado. Ele foi detido pela PM e levado para o 24º DP, onde negou o crime.
 
Mesmo assim, acabou indiciado por estupro de vulnerável, já que o laudo do IML indicou que a garota apresentou ferimentos similares aos de vítimas de abuso. Outros exames complementares foram requisitados pela polícia para tentar corroborar a acusação.
 
Para revolta da família da menina, no entanto, esse homem foi posto em liberdade na mesma data em que tinha sido detido pela PM, em cumprimento à lei eleitoral.
 
Fonte: Correio 24 Horas/imagem: reprodução
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