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02/02/2014

A partir do Boletim de Ocorrência registrado pela diretoria do Corinthians neste sábado, o 62° DP começa a investigar, já durante esta semana, os torcedores envolvidos na invasão do CT Joaquim Grava, que culminou em danos ao patrimônio do clube, roubos e agressões a funcionários e até mesmo a destruição do carro do zagueiro Paulo André. O delegado José Clésio de Oliveira Filho espera receber as imagens do circuito interno do CT do Timão já nesta segunda-feira.

Os torcedores de três organizadas foram ao CT, sabedores de que os jogadores estavam concentrados, para tentar agredí-los. Só que eles conseguiram se esconder e não tem nenhum jogador ferido. Porém, roubaram aparelhos celulares, rádio HT (uma espécie de walkie talkie) dos seguranças e quebraram alguns veículos. Vários retrovisores foram danificados, mas os maiores prejuízos foram mesmo nos veículos do Paulo André, jogador, e do Flávio Furlan Grava – disse, ao LANCE!Net, o delegado responsável pelo caso.

De acordo com a Polícia Civil, os automóveis de Paulo André e de Flávio, que é preparador físico e filho do consultor médico Joaquim Grava, tiveram os capôs amassados e vários vidros quebrados. O delegado José Clésio solicitou que a Perícia vistoriasse os carros para encontrar novas evidências

A investigação terá sequência nesta segunda, quando o Corinthians enviará o material colhido durante a manhã em suas câmeras de segurança à delegacia. Com as imagens em mãos, a equipe responsável pelo caso solicitará relações de integrantes das três principais torcidas organizadas do clube – Gaviões da Fiel, Pavilhão 9 e Camisa 12. A suspeita é de que os líderes da invasão também sejam chefes nas organizadas.

Até o momento, nenhum invasor foi preso ou identificado, mas o Corinthians já declarou que irá auxiliar nas investigações para que o DP de Ermelino Matarazzo detenha o maior número possível de envolvidos. Um dos torcedores detidos em Oruro pela morte do garoto Kevin Espada pode estar entre os vândalos deste sábado, mas o 62° DP não confirma, e diz que irá apurar a denúncia que partiu testemunhas e foi registrada pela Polícia Militar

Até o momento, nenhum invasor foi preso ou identificado, mas o Corinthians já declarou que irá auxiliar nas investigações para que o DP de Ermelino Matarazzo detenha o maior número possível de envolvidos. Um dos torcedores detidos em Oruro pela morte do garoto Kevin Espada pode estar entre os vândalos deste sábado, mas o 62° DP não confirma, e diz que irá apurar a denúncia que partiu testemunhas e foi registrada pela Polícia Militar.

ENTENDA O CASO

“Se a polícia demorasse mais 15 minutos, teria acontecido uma tragédia. Parecia um arrastão. Eram mais de cem caras, armados com paus e pedras. Isso não é um protesto.” O relato de Joaquim Grava, consultor médico do Corinthians, mostra o perigo que o elenco do Timão correu na manhã deste sábado, quando cerca de cem vândalos invadiram o CT do Parque Ecológico, onde a equipe faria seu último treino antes do duelo de hoje com a Ponte Preta, às 17h.
Por volta das 9h30, quando estava previsto o início da atividade do Alvinegro, torcedores revoltados com a derrota para o Santos por 5 a 1, na quarta-feira, entraram no CT  através de dois buracos feitos no alambrado, ao lado de um dos portões de acesso ao local. O objetivo era agredir os jogadores.
Os principais alvos da ira do grupo eram os atacantes Emerson e Pato, além do técnico Mano Menezes. Por sorte, nenhum atleta estava no gramado no momento da invasão. Os jogadores se refugiaram nas dependências do complexo onde o elenco também se concentra.

Segundo Grava, funcionários foram hostilizados e tiveram objetos pessoais roubados, como celulares. “Eles intimidaram todo mundo. Empurraram as camareiras, que caíram no chão… Empurram também um roupeiro, de 68 anos”, contou o médico, que também se machucou. “Corri para me salvar e acabei caindo, machucando o cotovelo. Tenho 63 anos, meu coração disparou”, relatou

Fonte: O Povo/Diário de S. Paulo

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