04/08/2012
 

Escrito por Luis Alberto de Abreu, o espetáculo traz, através da linguagem popular levada ao espaço cênico, tipos característicos que permeiam o imaginário do nosso povo:
João Teité, especialista em “malas-artes”, tenta a qualquer custo subir na vida, mesmo que para isso precise trapacear seu patrão e a mulher – um português muquirana e uma portuguesa bigoduda -, ou usar de “poderes obscuros” para seduzir a filha-herdeira do patrão.
Matias Cão, aliado de Teité (e, quando convém, inimigo dele) também tenta se dar bem com suas artimanhas. Forma, ao lado de Mateúsa, a dupla de casal correspondentes aos criados da Commedia Dell’Arte, cuja influência na peça é perceptível.
Ainda encontramos outros personagens ditos populares: o casal de enamorados que não confessa sua paixão, a vidente, o italiano mão de vaca e a dupla de militares decadentes.
Através do riso e do popular, o texto mostra um microcosmo da nossa sociedade e não deixa dúvida de que sempre o que prevalece é o “jeitinho brasileiro”.

 

Dia 04/08/2012 às 16h

Rua Xambré, 150 – Vila Cisper, São Paulo – SP
 

Fonte: Periferia Invisível

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