08/07/2012

Embora anunciado, o candidato à Prefeito de São Paulo Fernando Haddad não compareceu durante a Missa que tracicionalmente marca a abertura do último dia da Festa das Nações. Outra ausência foi do Prefeito Gilberto Kassab que enviou como representante o Subprefeito de Ermelino Matarazzo, Coronel da Reserva da PM,Antonio Sergio Palazzi. Apenas Gabriel Chalita esteve presente.

 

Apostando no corpo a corpo com os eleitores, é a segunda missa que Chalita participa em apenas três dias de campanha, fato que, segundo o próprio candidato, será repetido muitas vezes até o dia 7 de outubro, data das eleições municipais.

"Vou à missa sempre e não só na campanha. Pretendo participar de mais eventos como esse e também com evangélicos, com ou sem a imprensa presente. Nunca neguei ser um católico praticante", afirmou Chalita. Ainda sobre sua religião, o peemedebista negou temer ficar rotulado como o "candidato dos católicos". "Sou professor do Mackenzie, uma faculdade presbiteriana, tenho uma relação forte com as escolas judaicas. Sou um católico, mas não sectário. Sempre respeitei todas as religiões, mas é importante que saibam quem são os candidatos".

A zona leste da capital tem sido apontada pelos candidatos um dos locais mais necessitados da cidade. Prova disso é que além de Chalita, o candidato do PT, Fernando Haddad, também já esteve no lado leste da capital.

Diante da pergunta do EM JORNAL sobre suas pretenções para a zona leste, ele respondeu:

"Ermelino Matarazzo é uma área que precisa de muitas coisas. São Paulo é uma cidade rica, a maior da América Latina, mas essa cidade tem muitas cidades pobres. Ermelino Matarazzo tem menos de 10 mil empregos e 50% das crianças daqui precisam de creche, além de ser uma área com muita violência. Temos muito dinheiro, mas é preciso saber administrar. A zona leste e o extremo sul são muito pobres e temos que ter subprefeituras que funcionem bem. Muitas necessidades não chegam até aqui, precisamos subprefeituras atuantes e que auxiliem a prefeitura para que a cidade funcione melhor", afirmou.

A respeito da reportagem que o Terra apurou sobre os bens declarados pelos candidatos da capital paulista à Justiça eleitoral, que apontou Gabriel Chalita como o mais rico entre os políticos que disputam a eleição, o ex-deputado afirmou que não teme as repercussões do fato. Chalita tem R$ 11 milhões declarados e comentou sobre a transparência política em casos como esse.

"Graças a Deus eu trabalho muito desde muito cedo. Dei certo vendendo muitos livros. Meus dois últimos livros venderam 1 milhão de cópias, por exemplo. Tudo o que tenho vem de muito trabalho e tudo está ali, declarado. O mais importante é ser transparente. Não sei se os candidatos têm aquilo que eles declaram mesmo", afirmou.

Após assistir à missa do palco do evento na zona leste, Chalita foi cumprimentado pelos eleitores e fez questão de passear na quermesse, passando em cada uma das barracas da Festa das Nações, conversando e tirando fotos com os voluntários.

Fonte: EM JORNAL  e Terra

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