05/08/2019

A noite deste sábado (3) foi de muita disputa no Teatro Nair Bello, do CEU Quinta do Sol, em São Paulo (SP), com o Boxing Concert, evento promovido pela Garrido Boxe. Dois atletas Cruel Fight subiram ao ringue: Francisco Learte e Paulo Tebar. No combate em que estava em jogo o título brasileiro do Conselho Nacional de Boxe (CNB), categoria super meio-médio, um dos principais do programa, Francisco Learte, maranhense de São Luís, radicado em São Paulo, enfrentou o amazonense, de Manaus, Morrama Araújo. No final, vitória de Morrama, após desclassificação de Learte. Durante a luta, o árbitro avisou e tirou pontos de Learte em função de empurrões. No sexto round, de um combate previsto para dez, e após três punições, o árbitro central encerrou a luta e o CNB declarou Morrama como o novo campeão.

“Foi uma luta de extrema importância para mim. Queria muito esse título. Estou muito feliz, levei o cinturão para o Amazonas. Mas não fiquei contente com a forma como conquistei a vitória. Estava ganhando os seis rounds, não queria que fosse assim, com o Learte desclassificado. Queria vencer lutando. Por pontos ou por nocaute. Usei a minha estratégia. Lutei com a cabeça. E ele, ao contrário, perdeu a cabeça”, explicou Morrama, que comemorou muito a conquista em que lutou de branco, com o nome do boxeador Pedro Nunes, o ‘Ring Boxe’, no calção e nas costas, homenagem ao pai de criação, que faleceu em junho.

Já Learte não se conformou com a decisão. “Estou indignado com o resultado. Foi lastimável. Ele não fazia nada. Eu que estava buscando o combate, a luta, acabei desclassificado”, lamentou o atleta Cruel Fight.

Vitória de Tebar – Na sétima luta da programação, no espaço localizado no Parque Císper, na zona leste da capital paulista, a comemoração foi do paulistano Paulo Tebar diante do mineiro, de Extrema, Gabriel Dorta, vencendo por nocaute, no quarto round. Lutando duas categorias acima – peso médio – e com menor estatura que o rival, Tebar não se intimidou e abusou da esquiva para conseguir encurtar a distância e golpear Dorta. Com o resultado, Tebar – campeão dos super-leves do WPG, maior evento de kickboxing do País – chegou a segunda vitória consecutiva no boxe profissional.

“Fiz minha estreia no ano passado no boxe, em dezembro, e agora surgiu essa nova oportunidade, dois pesos acima, nunca tinha lutado, mas estava bem confiante na vitória, com o trabalho que tenho realizado com o Alex, meu treinador desde o final de 2015. Acreditando no jogo de tronco, na mão, balançando bastante a cabeça, esquivando e contragolpeando. Temos conseguido colocar em prática. Deu tudo certo”, afirmou Tebar.

“Quero continuar treinando bastante, fazer mais lutas, ver até onde posso chegar, quem sabe conquistar alguma coisa nessa nova modalidade. Conciliar com o kickboxing, que já faço há bastante tempo. Estou muito feliz. Comecei a fazer o boxe para agregar ao meu kickboxing e passei a gostar muito. Vou com prazer treinar boxe. Tem sido uma paixão”, completou Tebar, atleta da Top striker Team e promovido pela Cruel Fight no boxe profissional.

Cruel Fight traz conceito inovador para o boxe – A Cruel Fight, comandada pelo boxeador Fernando Cruel e o empresário Marcelo Jabur, é uma promotora com ideias inovadoras, que quer ajudar, com diferentes eventos e atividades, a mudar a realidade atual da modalidade no Brasil. O objetivo é tornar o esporte mais atrativo para quem pratica e para quem acompanha, resgatando a história vitoriosa do boxe brasileiro, os grandes momentos do passado, no País e fora dele, agora com uma pegada moderna. No dia 8 de junho, a Cruel Fight realizou o Cruel Fight Downtown São Paulo, no Complexo #9, no bairro da Bela Vista, unindo esporte e entretenimento, com programa de lutas profissionais e amadoras e, também, muita música e iluminação especial, dentro do novo conceito trazido pela promotora.

Fonte: Surgiu/imagem reprodução.

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