07/02/2015

Neste sábado (7/02), as equipes da Suvis da Coordenadoria Regional de Saúde Leste (CRSL), das supervisões técnicas de saúde, unidades de saúde e subprefeituras realizarão o “Dia D” enfrentamento à Dengue.

Ações educativas em pontos de grande circulação de pessoas, visita casa a casa para verificação de possíveis criadouros, operação cata-bagulho, distribuição de materiais informativos e toucas para caixas d´água e reservatórios de água, são algumas das atividades previstas na programação integrada que ocorrerá neste sábado em Cidade Tiradentes, Ermelino Matarazzo, Guaianases, Itaquera, Itaim Paulista, São Mateus e São Miguel.

Esforço integrado
A ação integrada é resultado de reunião realizada pela Coordenadoria Regional de Saúde Leste (CRSL) na segunda-feira (02/2), com subprefeituras dos sete distritos, as Suvis e supervisões técnicas de saúde.

Para o coordenador da Suvis da CRSL, Ricardo Dias Erguelles, a ação é mais efetiva quando acontece de forma integrada entre as equipes. “Nas três primeiras semanas de janeiro de 2014 tivemos uma notificação de caso suspeito. No mesmo período desse ano, já notificamos sete suspeitas”, alertou.

A CRSL também propôs a formação de comitês de Enfrentamento à Dengue em cada território.

Programação “Dia D enfrentamento à Dengue” na Leste
7/2 – 9h às 12h

 

Ermelino Matarazzo
– Arrastão na Vila Rio Branco
Panfletagem, entrega de toucas para caixas e reservatórios de água e Operação Cata-bagulho.

 

São Miguel Paulista
8h às 12h
Casa a casa na Vila Jacuí e Jardim Helena. Nebulização no Jardim Helena e Operação Cata-bagulho no Pantanal

No primeiro balanço deste ano realizado pela Secretaria Municipal da Saúde sobre a situação da dengue, os dados provisórios apontam que o município registrou, até 3ª semana epidemiológica (4 de janeiro a 24 de janeiro), 1.304 notificações da doença. Destas, 120 casos autóctones já foram confirmados. No mesmo período do ano passado, foram 495 notificações e 45 casos confirmados autóctones. Já para a febre chikungunya, neste ano, não há registro de casos autóctones ou importados na cidade.
Diante destes dados preliminares, a administração municipal estima que, nesse ritmo, a cidade pode enfrentar uma situação crítica em 2015, com até 90 mil casos de dengue. Para reverter este cenário, a participação e engajamento de toda população é uma prioridade. No ano passado, o Estado de São Paulo registrou 193.636  casos. Na capital,  em 2014, foram registrados 28.995 casos autóctones (97,7% ocorreram no primeiro semestre), com 14 óbitos ao longo do ano.
Entre as hipóteses levantadas pela Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) para o aumento dos casos neste ano estão as altas temperaturas e o acúmulo de água limpa sem proteção, devido a crise de abastecimento dos últimos meses. Por isso, a Prefeitura reforçou o trabalho dos 2.500 agentes de zoonoses em toda cidade, com ações de visitas porta a porta, grupos de orientação e ações de combate nos locais de grande concentração de pessoas. As subprefeituras também estão envolvidas neste trabalho preventivo. Os paulistanos devem se atentar à necessidade de ação individual preventiva para eliminar criadouros de mosquito Aedes aegypti. A visita de equipes é programada com base no mapeamento de pontos críticos, a partir dos casos confirmados. E uso de nebulização pesada (“fumacê”) só ocorre em última instância, emergencial, e funciona para eliminar mosquitos, sem efeito prático na eliminação de criadouros.
É importante esclarecer que a dengue está mais associada ao calor e à água limpa do que simplesmente à chuva, porque qualquer pequena coleção de água, desde uma tampinha de garrafa a um prato de vaso pode ser um criadouro. “A dengue tem esta tendência de repiques a cada dois ou três anos. O município registrou 5.866 casos em 2010, nos anos seguintes houve uma redução e, em 2014, o estado de São Paulo registrou um aumento da dengue, também pela própria natureza da evolução do mosquito e do próprio vírus”, explica a médica e coordenadora da Covisa, Wilma Morimoto. É importante a população estar atenta aos cuidados com o mosquito Aedes aegypti, que transmite não apenas a dengue como também a febre de Chikungunya. Os sintomas são parecidos: febre alta, dor de cabeça, dor no corpo e mal-estar. Porém, no caso da febre de Chikungunya, as dores nas articulações podem durar mais de seis meses.
A Secretaria Municipal de Saúde adotou, desde o ano passado, duas novas estratégias para o combate às doenças. A portaria 2.286/2014 estabelece que os serviços públicos e privados de saúde devem realizar, em até 24 horas, a notificação compulsória dos casos suspeitos. A Secretaria criou ainda comitês locais de prevenção nas subprefeituras, para fortalecer o contato com a comunidade e o trabalho integrado nas ações de campo.

 

Como prevenir:

– Pratos de vasos de plantas devem ser preenchidos com areia;
– Tampinhas, latinhas e embalagens plásticas devem ser jogadas no lixo e as recicláveis guardadas fora da chuva;
– Latas, baldes, potes e outros frascos devem ser guardados com a boca para baixo;
– Caixas d’água devem ser mantidas fechadas com tampas íntegras sem rachaduras ou cobertas com tela tipo mosquiteiro;
– Piscinas devem ser tratadas com cloro ou cobertas;
– Pneus devem ser furados ou guardados em locais cobertos;
– Lonas, aquários, bacias, brinquedos devem ficar longe da chuva;
– Entulhos ou sobras de obras devem ser cobertos, destinados ao lixo ou “Operação Cata-Bagulho”;
– Cuidados especiais para as plantas que acumulam água, como bromélias e espadas de São Jorge; ponha água só na terra.

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