11/03/2014

Desde o fim de fevereiro, os bairros paulistanos Penha, Ermelino Matarazzo, Cangaíba, Vila Formosa e Carrão, todos na zona leste, deixaram o Sistema Cantareira e passaram a receber água do Sistema Alto Tietê, segundo informações da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Da mesma forma, moradores de parte do Jabaquara e dos bairros Vila Olímpia, Brooklin (zona sul) e Pinheiros (zona oeste) passaram a ser abastecidos pelo sistema Alto Tietê.

Com isso, 1,6 milhão de pessoas já deixou de receber água do Cantareira para ser atendido por outros sistemas, o que alivia o maior abastecedor de água da região metropolitana de São Paulo. As chuvas abaixo do esperado entre outubro e março deixaram os reservatórios em estado crítico e despertaram a possibilidade de um racionamento de água em São Paulo.

O volume de água armazenada no reservatório atingiu na última sexta-feira (7) o menor nível da história — 15,8% —, e a taxa pouco evoluiu na última segunda-feira (10), chegando a 16%. Para se ter uma ideia da falta de chuvas, no ano passado, nesta mesma data, o volume do reservatório era de 57,5%.

Construído em 1974 e responsável pelo abastecimento de cerca de 9 milhões de pessoas da RMSP (região metropolitana de São Paulo), o Cantareira teve sua captação de água reduzida desde a última quinta-feira (6), o que significa que regiões antes atendidas por esse sistema passaram a receber água de outras bacias, como Alto Tietê e Guarapiranga.

Por determinação da ANA (Agência Nacional de Águas) e do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), aSabesp reduziu a retirada de água de 31 mil litros por segundo para uma média de 25,6 mil litros por segundo. A companhia pode captar até 27,9 mil litros por segundo, de acordo com a resolução dos órgãos reguladores. A Sabesp não informou quantas pessoas passaram a ser atendidas por outros sistemas desde a redução de captação na última quinta-feira.

O objetivo é reduzir o ritmo de comprometimento do sistema, que tem registrado os mais baixos volumes da história. A captação máxima pode ser revisada a qualquer momento e depende do volume de chuvas, informa a ANA.

Fonte: R7

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