05/12/2012
 

Fenômeno mundial, o trabalho voluntário é considerado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como uma das ferramentas de peso para o desenvolvimento socioeconômico dos países. Porém, mais do que transformar a sociedade, o voluntariado é uma via de mão dupla – traz benefícios tanto para quem doa parte do seu tempo para atividades solidárias quanto para quem recebe a ajuda.
 
Nesta quarta-feira (5) é comemorado o Dia Internacional do Voluntário. A data, que foi instituída em 1985 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, visa a estimular ações voluntárias e comemorar os resultados dos trabalhos realizados por pessoas munidas de solidariedade. E há sempre oportunidades e muita gente que precisa daquela “forcinha”, capaz de mudar variadas realidades. Conheça a seguir histórias de voluntários que uniram o desejo de ajudar, o prazer em contribuir para uma sociedade mais justa e a satisfação de se sentir útil.
 
Histórias solidárias
Moradora de Perdizes, mas nascida em Ermelino Matarazzo, periferia de São Paulo, a fotógrafa Monalisa Lins, 41, sentiu necessidade de dar "outras vivências" e mostrar "outros mundos" aos filhos. Foi então que ela teve a ideia de retornar ao Lar Vicentino, asilo localizado no mesmo bairro onde nasceu, e iniciar um trabalho voluntário contando histórias para os idosos da instituição. Ela ainda levou o marido e os filhos, Leonardo, 7, e Ana Laura, 2.
 
"Não queria que meus filhos se encaminhassem somente para essa coisa de 'ter'. Quero que eles entendam a importância de 'ser'. Além disso, quis mostrar a minha origem pra eles, conscientizá-los de que existem outras realidades e que não podemos ficar em uma 'zona de conforto'. É importante ter essa vontade de transformar", diz ela.
 
Comunicativa, Monalisa passa a impressão de quem sempre contou histórias. Mas ela começou a ter um contato maior com o mundo das fábulas em julho deste ano. Logo procurou se especializar e agora se arrisca a criar suas próprias narrativas. A contadora de histórias, que também atua no Bosque da Leitura do Piqueri, relata que também estimula os idosos a contarem suas histórias e diz que percebeu uma transformação na vida dos internos do Lar Vicentino.
 
"O mais gratificante é perceber a mudança que esse trabalho causa na vida dos idosos. Antes, eles eram mais reservados, não se relacionavam entre si. Hoje, eles interagem mais, se descobriram amigos e não ficam mais reclusos em seus quartos", contou Monalisa.
 

Fonte: Uol/Foto: arquivo pessoal

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