11/01/2019

Um parente da família de bolivianos da Zona Leste de São Paulo que foi brutalmente assassinada em Itaquaquecetuba, na região metropolitana, disse acreditar que o crime foi motivado por dinheiro.

Um suspeito, que também é parente das vítimas, está foragido, e outros dois foram presos. Todos tiveram prisão temporária decretada.

Pastor Roque chegou na tarde desta quinta-feira (10) à capital para liberar os corpos do irmão, Jesus Reinaldo Sanizo, da cunhada, Irma, e do sobrinho Gian, de 8 anos.

A última vez que ele conversou com o irmão foi em 21 de dezembro. Falaram sobre os planos para a noite de Natal. No dia 1º, recebeu uma mensagem enviada pelo celular de Jesus. “Perguntava se eu sabia a senha dele. Eu estranhei, né. Por que está perguntando para mim? Ele sabe a senha dele”, disse.

A família de bolivianos morava em uma casa numa travessa na Ponte Rasa, onde também funcionava sua confecção. Ninguém sabe quando eles saíram da residência nem como foram atraídos para outro local. As janelas da casa foram deixadas abertas.

Os vizinhos contam que todos eram educados, mas bem reservados. “Trabalhavam o dia todo, você só via ele de manhã, 9h, que ele vinha com o menino no mercado para comprar pão”, disse Flávia Egea, vizinha de Jesus.

Dois dias antes do Natal, o menino, Gian, estava na casa de parentes. Por telefone, um primo de Jesus, Isac Ramiro, contou que foi levá-lo para casa, mas quem recebeu a criança foi Gustavo Vargas Arias, tio da criança, que trabalhava com a família na confecção.

“Eu bati palma e então depois de um minuto saiu o Gustavo. Perguntei: ‘Cadê os pais do menino?’ Respondeu que eles foram no supermercado”, disse. “Por isso que eu deixei também, não desconfiei de nada. Como era cunhado, né”, afirmou Isac.

Sem notícias desde então, amigos e familiares fizeram publicações nas redes sociais pedindo ajuda para encontrar a família.

Na terça-feira (8), os corpos dos três foram encontrados no banheiro de uma casa em Itaquaquecetuba. Eles estavam mutilados, em sacos plásticos, dispostos em três malas. A casa foi alugada por Gustavo, que está foragido.

Dois suspeitos de participação no crime estão presos: Miguel Alvaro Bautista Silva, de 27 anos, e Roberto Carli Ravier, de 33. Ambos são amigos de Gustavo.

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