29/01/2010

A ideia de fazer parques nas margens dos córregos é muito boa. Eles têm a função de reter a água. Mas quando o parque mal tem vegetação não resolve.

É como construir uma avenida”, diz Luciana Travassos, ex-pesquisadora do Lume (Laboratório de Urbanismo da Metrópole), da USP, especialista em parques lineares. A canalização, diz ela, é outro problema. “O córrego vira um tubo grande embaixo da rua. Chove muito, ele enche, a água faz pressão e volta pelo bueiro.”
Os bueiros também se tornaram um problema depois da reforma do córrego Ponte Rasa, em Ermelino Matarazzo (zona leste). Lá não foi feito parque, mas duas bocas de lobo que levavam a água da rua para o córrego foram tapadas. A água da calçada não consegue mais escoar e invade ruas e imóveis.
A prefeitura também tapou a saída de outro bueiro, que passava embaixo de uma casa. Resultado: o solo ruiu e levou a parte dos fundos da residência.
Dos 13 córregos visitados pela Folha, dez tinham problemas, incluindo esgoto irregular, falta de manutenção e muros de contenção baixos -tudo isso contribui para enchentes.

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