23/01/2013
 

Um garoto,   morador de Ermelindo Matarazzo, que tem sete anos e após dois possíveis erros médicos, apresenta sintomas da Sindrome de Strangelove, mais conhecida como a Sindrome das Mãos Alienígenas vem sofrendo negligência pela saúde pública há 5 anos, desde que o garoto voltou de uma cirurgia de hérnia com estes sintomas.A mãe suspeita de traumatismo e até de abuso ao menor, na data em que ocorreu a cirurgia.

 
Leia o relato do caso pela blogueira Cláudia Souza que abraçou a causa e lançou um blog para ajudá-lo (http://www.kevinpedesocorro.blogspot.com.br):
 
"Ao combinar com a mãe de Kevin uma entrevista, no domingo a tarde me dirigi até a casa de Vera, situada em Ermelino Matarazzo (zona leste de São Paulo).
 
Lá chegando notei que o terreno é bem grande, com tres casas. Logo fiquei sabendo que o terreno desmembrado é de dois donos e as duas casas do fundo pertencem ao avô de Kevin. A pequena casa do meio, um comodo e cozinha que antes eram alugados para auxiliar na renda dos avós que residem na última casa, agora está emprestada para Reginaldo e Vera, pois ambos não conseguem ter uma vida econômica normal porque estão empenhados em busca do tratamento do filho.
 
O estado de saúde de Kevin não é facilmente controlável devido as alterações em seu organismo, passa o dia em altos e baixos e nos momentos de crise possui uma força descomunal que o obriga a ser segurado por mais de uma pessoa para que não se machuque.
 
Os pais de Kevin já venderam tudo o que podiam para pagar consultas e medicamentos.
Quando cheguei na casa de Vera, o pai de Kevin, Reginaldo, havia saído com ele para levar a sogra ao mercadinho nas proximidades, pois toda vez que Kevin anda de carro, fica um pouco mais calmo. 
 
O casal ainda tem um Fiat velhinho que precisa de reparos. É o único modo de levar Kevin ao médico nas crises inesperadas. Reginaldo também usa o carro para ganhar alguns trocados nos dias em que o filho está mais calmo fazendo propaganda volante para alguns comerciantes do bairro. 
 
 Vera contou que a gestação de Kevin fora normal, o parto foi cesariana e com uma semana de vida ela percebeu que ao mamar Kevin apresentava vermelhidão no corpo. Ao procurar os médicos e fazer os exames foi constatado que Kevin tinha alergia ao leite e teria que consumir somente leite de soja. 
 
PRIMEIRO POSSÍVEL ERRO MÉDICO:
 
 Após completar um ano, Kevin teve pneumonia e permaneceu internado durante sete dias no hospital Nipo Brasileiro. No leito, uma enfermeira deu uma mamadeira ao garoto que após dez minutos provocou febre alta, edemas, hemorragia, inchaço, chegando a ficar inconsciente durante dois dias. 
 
 O convênio brigava com o hospital para liberar os medicamentos necessários para o socorro do garoto e enquanto isso, as horas se passavam sem que Kevin tivesse o tratamento adequado. Após muita briga, o menino foi transferido para um quarto aonde foi submetido aos procedimentos de *broncoaspiração, permanecendo por mais 27 dias internado.
 
 Conforme os dias se passaram, Kevin não estava mais balbuciando palavras, tampouco comendo sólidos. Após ter alta, Vera notou que o filho não era mais o mesmo e foi aí que começou a jornada que se estende há seis anos. Vera começou a procurar os médicos que ignoravam o assunto dizendo que até os sete anos Kevin "deveria falar". (Esta é uma presunção de médicos com pouca vontade de atender os pacientes. Como alguém pode "presumir" um diagnóstico sem pedir todos os exames necessários. ESTE NÃO É O PRIMEIRO CASO DO QUAL TOMO CONHECIMENTO). 
 
o hospital, Vera e Reginaldo prepararam Kevin com a túnica apropriada, quando repentinamente surgiu um enfermeiro e tomou a criança nos braços dizendo que o levaria para o centro cirúrgico. O casal ficou espantado, pois esperava que o filho fosse levado em uma maca.
 
Reginaldo informou ao enfermeiro que seria necessário cuidados com Kevin, pois tratava-se de uma criança especial que não conseguia falar. O enfermeiro perguntou: – … mas, ele não sabe nem dizer papai e mamãe?… E o casal confirmou.
 
Quando Kevin retornou da sala de cirurgia, estava sentado com os pesinhos para trás, com a cabeça inchada e vermelha. Seu corpo estava cheio de furos de agulha. Ele tinha o corte da cirurgia e parecia ter tomado banho. Em vinte minutos a família foi liberada do hospital para casa. Chegando em casa, Kevin começou a se bater, debater, chorar, se jogar no chão, desesperando a família inteira. Imediatamente o casal retornou ao Hospital Santa Rita e disseram que não podiam atendê-lo porque ele já havia saído de lá e tudo havia corrido bem. Vera pediu para falar com a administração do hospital ou os médicos e disseram que ela só poderia ser ouvida uma semana depois.
 
Saindo de lá, eles procuraram outro hospital em Ermelindo Matarazzo aonde Kevin foi medicado com um calmante, dormiu e quando acordou estava ainda mais violento na auto-agressão. Os médicos do pronto-atendimento do Hospital de Ermelindo Matarazzo acharam muito estranho e disseram que não havia mais nada que eles podiam fazer naquele momento.
 
Quinze dias depois, Vera retornou ao Hospital Santa Rita junto com Kevin, sua mãe e irmã, para ajudá-la a proteger o garoto de si mesmo e conseguiu falar com o Anestesista Dr. José Aluisio Camara – CRM 13787, presente na cirurgia. Durante a conversa, elas perceberam que o doutor já idoso, parecia não enxergar bem e tinha as mãos trêmulas como quem sofre de Mal de Parkinson. O doutor disse que a cirurgia correu bem e Vera perguntou:
 
– Por que meu filho veio com o rosto inchado e vermelho?
– Eu vou falar a verdade. Seu filho chorou muito. Disse o médico.
– Mas por que meu filho chorou muito? Ele não estava anestesiado? Vera retrucou.
– Eu fiz o seu filho chorar,como eu fiz o meu filho chorar. Meu filho até hoje não me perdoa e hoje ele toma remédios psiquiátricos e tem problema, mas por minha causa. Respondeu o médico.
– Mas, o que o senhor fez com o seu filho? Vera perguntou. 
O médico calou-se e não quis mais conversar.
 
Reginaldo, Vera, sua irmã, mãe e Kevin saíram do hospital desolados. Em seu coração, havia ainda mais uma dúvida. Kevin estava incomodado, com as partes intimas "alteradas" e não deixava ninguém tocá-lo nas nádegas, nem mesmo a mãe conseguia lavá-lo ou limpá-lo sem que ele reagisse. Vera ficou com o coração apertado sem querer acreditar numa possível ação de abuso sexual ou traumatismo durante a cirurgia. Com o filho sofrendo, se batendo, algo novo para a família, sem atendimento e entendimento necessários, Vera não procurou a delegacia imediatamente, pois não tinha mais certeza de nada. Dias depois, pressionada pela mãe, Vera foi a um posto de saúde e disseram que não poderiam olhar o garoto e não indicaram nenhum encaminhamento. Depois de um tempo conversando com uma amiga enfermeira, ela sugeriu que Vera fosse até uma delegacia. Vera dirigiu-se até o 62º DP e registrou um boletim de ocorrência. Mas os exames no hospital Pérola Byington não puderam ser realizados porque um possível estupro teria perdido os vestígios depois de algum tempo.
 
A advogada que conseguiu a entrevista no Programa do Datena, tempos depois abandonou o caso e atualmente um outro advogado está retomando o Processo."
 
Fonte:http://www.kevinpedesocorro.blogspot.com.br/

 

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