05/10/2014

A greve dos bancários pode estar prestes a terminar em todo o país. O Comando Nacional dos Bancários decidiu orientar os trabalhadores a aceitar proposta de reajuste de 8,5% nos salários e de 9% no piso da categoria, feita pelos bancos na sexta-feira. De acordo com comunicado divulgado ontem pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a proposta será analisada amanhã em assembleias regionais. Eliana Brasil, presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, acredita que as negociações avançaram muito. Ela afirma que a orientação será repassada aos funcionários dos bancos. “Mas a assembleia é soberana e o término da greve dependerá do resultado dela”, explica.

Na capital mineira, os bancários das instituições públicas e privadas vão se reunir às 19h, em segunda chamada, em três locais diferentes.

Caso a orientação do Comando Nacional dos Bancários seja seguida, os funcionários devem retornar ao trabalho na terça-feira, segundo Eliana Brasil. Até sexta-feira, quarto dia da greve nacional, as atividades foram paralisadas em 10.355 agências e centros administrativos de todo o Brasil.

Os trabalhadores que decidiram pela greve pedem reajuste salarial de 12,5%, além de piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário. A categoria também pede aumento nos valores de benefícios como vale-refeição, auxílio-creche, gratificação de caixa, entre outros.

Além do aumento de salário e benefícios, os bancários também pedem melhores condições de trabalho com o fim de metas consideradas abusivas, combate ao assédio moral, igualdade de oportunidades, entre outras demandas.

No sábado (27), o Comando Nacional dos Bancários confirmou o indicativo de greve mesmo após uma nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). As instituições financeiras elevaram o reajuste de 7% a 7,35% para os salários, enquanto o aumento no piso da categoria foi de 7,5% para 8%. No entanto, os novos índices foram considerados insuficientes pelos bancários em reunião realizada em São Paulo.

Em 2013, os trabalhadores do setor promoveram uma greve de 23 dias, que foi encerrada após os bancos oferecerem reajuste de 8%, com ganho real de 1,82%. A duração da greve na época fez a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pedir um acordo para o fim da paralisação, temendo perdas de até 30% nas vendas do varejo do início de outubro.

Em nota, a Fenaban “reafirma sua confiança na manutenção das negociações para um desfecho da convenção coletiva 2014/2015”. A entidade ainda “ressalta que o consumidor dispõe de vários canais para a realização de transações financeiras, tais como internet, o banco por telefone, o aplicativo do banco no celular. Há também os caixas eletrônicos e rede 24 horas, que ficam disponíveis em supermercados, aeroportos, shoppings, lojas comerciais e centros comerciais, além dos correspondentes, que estão espalhados por todo o Brasil”.

Fonte: EM

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