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14/05/2011

Leia esta bela crônica que o grupo “Do Balaio” postou sobre sua passagem em Ermelino Matarazzo:

“Numa bela tarde se deu o primeiro dia do Treino Livre doBalaio 2011!

Na parte alta do bairro de Ermelino Matarazzo, aos pés de São Francisco, subimos aos céus para mostrar a quem quisesse ver que aqui nesta comunidade é possível voar. Ou quase. Mas lá do alto do tecido vermelho, no topo da trave, era possível ver a bela paisagem recortada pelas casas, árvores, nuvens e a serra, lá longe, recebendo os aviões que descem em Cumbica. Paisagem que presenteia quem tem coragem de subir… subir, subir, subir, subir. E depois se jogar, afinal é circo!

No fim do dia a paisagem, ainda mais bonita, ganhou uma coloração alaranjada e o azul da noite chega para encerrar o dia. Encerrar? Que nada! O Treino Livre continuou e a suadeira também!

Clóvis que o diga. Ele chegou a Ermelino pedalando. Depois de 60min na bicicleta, vindo de Bom Sucesso em Guarulhos, Clóvis enfrentou três horas de cambalhotas, paradas-de-mão, subidas no tecido e malabarismos. Depois de um bom alongamento e relaxamento ele ainda enfrentaria o caminho de volta! Mas isso não o abalou, ainda ajudou a guardar tudo, desarmou o circo bem ao nosso modo mutirão.

Com o sentimento de saudade foi que realizamos cada etapa do dia, com o Treino se construindo a partir da troca, de um jogo que se construia no momento em que cada participante se divertia, mais e mais. Valeu a pena voltar, valeu a pena re-começar em Ermelino Matarazzo e sempre valerá a pena continuar. Mais especial ainda tornou-se este dia porque nossa comunidade vive um momento único que é a conquista, a partir da articulação comunitária, de oficinas culturais oferecidas pelo Secretaria de Cultura do Estado que, por pressão dos artistas locais, está subsidiando tais atividades. Os coordenadores das oficinas são de Ermelino e imediações, o que mostra que os movimentos culturais que lutam pela valorização do conhecimento construído também na periferia não estão para brincadeira, nem preguiça. Por isso o Balaio deixa aqui seu salve a movimentos que tem feito a diferença! SALVE CULTURA DA ZL, SALVE REDE LIVRE LESTE!”

Saiba mais

Grupo Mentecorpos do Balaio se formou a partir das oficinas de circo e teatro do projeto Amigos da Multidão da Cia Estável de Teatro, uma iniciativa no campo da formação sócio‐cultural. Contemplada em 2001 com o Projeto Cidadania em Cena, da Secretaria Municipal de Cultura, de ocupação dos Teatros Distritais, a Cia Estável desempenhou uma intensiva programação cultural em Cangaíba e região, com cursos gratuitos, espetáculos populares e oportunidades diferenciadas de lazer e cultura. O projeto ofereceu à comunidade espetáculos, oficinas de iniciação teatral e circo, entre outras, dando oportunidade, aos interessados, de um contato com o fazer teatral, valorizando o poder criador e a participação da comunidade na revitalização do espaço.

Surgido deste universo voltado para a inclusão social através das artes, o grupo deu continuidade à pesquisa da linguagem circense unida ao teatro, sem perder o aspecto pedagógico inerente ao trabalho, estabelecendo no decorrer dos anos o sócio‐cultural e o artístico‐pedagógico, eixos centrais de trabalho.

Seguindo neste rumo, o Grupo Mentecorpos do Balaio obteve a aprovação do projeto “Circo do Balaio” pelo programa VAI, em 2005, tendo como o resultado o primeiro espetáculo infantil do grupo, “Numa Roda”, que colocou em cena a prática da mescla de linguagens, presente desde o início como proposta estética do grupo. No ano seguinte, 2006, o grupo foi novamente contemplado pelo VAI, com o projeto “A Caminho do Circo do Balaio”, que tinha em sua essência o aprimoramento técnico circense de seus integrantes, além da multiplicação de processo através de oficinas e circulação do espetáculo “Numa Roda”.

Neste mesmo ano o grupo entra em cartaz nos teatros João Caetano e Arthur Azevedo, junto ao espetáculo “O Auto do Circo”, da Cia Estável de Teatro, dando a largada de vez rumo à inserção do grupo no cenário teatral da Cidade de São Paulo. Sempre unindo o fazer artístico com o olhar voltado para o social, o grupo sela parceria com o grupo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes e desenvolve, para o ano de 2007, o projeto “Treino Livre do Balaio”, que prevê abrir o espaço de treino do grupo para troca de experiências com a comunidade da Cidade Patriarca, periferia leste de São Paulo, além de ter integrantes participando da equipe de trabalho do atual projeto do grupo Dolores, recém contemplado pela Lei de Fomento ao Teatro.

Em seqüência, o Balaio tem o projeto Circo do Balaio aprovado em quatro etapas do programa Expedição Artemísia, Programa Jovens Empreendedores, da organização norte‐americana de apoio a empreendimentos sociais Artemísia. Com isso o Circo do Balaio ficou entre os 10 projetos finalistas com acompanhamento da organização, recebendo capacitações e pequenos investimentos na equipe para torná‐lo um empreendimento social auto‐sustentável.

Fonte: Circo do Balaio

 

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