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03/08/2009

O mercado brasileiro de produtos de baixo impacto ambiental para a construção civil está em expansão e já atrai a atenção de grandes investidores estrangeiros do setor, disse Adalberto Felício Maluf, coordenador da Fundação Clinton no Brasil, em entrevista à Revista Sustentabilidade. As compras do poder público são baseadas na Lei das Licitações e Contratos Públicos (nº 8666/93), que exigi a compra do produto mais barato, o que nem sempre é o melhor, não só na questão da qualidade e do conforto, mas financeiramente também. A conta de energia será muito mais baixa se os produtos forem mais eficientes, então em cinco meses a economia na conta de energia já pagou a diferença no custo, mas a legislação não permite ir tão longe.
Vou citar o caso do Hospital Ermelino Matarazzo que trocou a iluminação por uma mais eficiente. Tiveram de se justificar para o Tribunal de Contas, porque estava comprando lâmpadas mais caras, mesmo tendo a diretoria percebido que, depois de três meses, as lâmpadas se pagaram e que economizariam energia.
O poder público tem ainda essa dificuldade burocrática. Por mais que a Prefeitura tenha interesse em implementar medidas de construção sustentável, a demanda por infra-estrutura é tão grande, que os projetos não são mudados, são praticamente iguais. Isto porque aprovar um novo processo traz grande dificuldade.
Sendo assim, a Fundação acredita que trabalhando nesses pequenos detalhes burocráticos, do dia-a-dia da Prefeitura, ajudaremos às políticas públicas a se tornarem mais eficientes.

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