01/10/2012

Quando era garoto, Fábio Oliveira vivia correndo atrás da bola nos campos de várzea na região de Ermelino Matarazzo. Aos 9 anos, estava batendo bola quando recebeu um apelido que, hoje, seria considerado bullying: Mortadela.

 

os 34, após uma carreira no futebol que incluiu até mesmo uma passagem pela Macedônia, Fábio voltou ao futebol de várzea e adotou o apelido de infância. Na Copa Kaiser 2012, Mortadela desfilou o seu bom futebol pelo Jardim Verônia, que chegou até a terceira etapa da competição.
 
“Esse apelido é coisa de garoto. Sabe como as crianças são maldosas, né? Eu era pretinho, cheio de manchas brancas na cabeça. Não demorou muito para começarem a chamar de Mortadela”, lembra o ex-jogador profissional, que hoje é despachante.
 
A passagem pela Macedônia aconteceu em 2009. Então jogador da AD Guarulhos, das divisões inferiores do futebol paulista, ele chamou atenção de um empresário que tinha contatos com clubes de países inusitados na Europa. Foi assim que ele chegou ao país que, até 1991, fazia parte da Iugoslávia. “É um país sem tradição nos clubes, mas como é da ex-Iugoslávia, o nível não era ruim. Era um futebol de muita força, mas com alguns jogadores habilidosos”, conta Mortadela.
 
Por lá, ele se juntou à colônia brasileira no país. “Eram 17 brasileiros jogando o campeonato nacional e boa parte se encontrava toda semana. Tínhamos até uma pelada, só com craques”, se diverte. A vida longe do Brasil, porém, não era só alegria. “Como estrangeiros, era difícil a adaptação. Muita gente se perdia, acabava deprimido. Alguns até se envolveram com drogas. Vendo isso, resolvi voltar para o Brasil”.
 
No retorno, Mortadela deixou o futebol profissional, passou a trabalhar, mas seguiu perto dos campos. Um ano depois, defendeu o 100 Mizéria, da Vila Guarani, vice-campeão da Copa Kaiser daquele ano. E continua jogando o torneio desde então. A silhueta, é claro, não é mesma. Gordinho, Mortadela entra em campo atualmente com 93kg, contra os 75kg dos dias de profissional.
 
Fonte: UOL Esporte

 

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