01/08/2014

Desde o dia 10 de março deste ano, quando o Sistema Alto Tietê passou a abastecer bairros da zona leste paulistana originalmente atendidos pelo Sistema Cantareira, o nível de água já caiu 17,3%, chegando a 21% ontem. No ritmo atual, o manancial pode secar completamente nos próximos meses, caso não haja chuva. Penha, Ermelino Matarazzo, Cangaíba, Vila Carrão e Vila Formosa, entre outros, são alguns dos bairros de São Paulo que hoje recebem abastecimento do Alto Tietê.

A pluviometria da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) indica redução em relação à média histórica em todos os meses do ano no Sistema Alto Tietê. Em janeiro, a água da chuva caiu apenas 73,6% do comum para o mês. Os resultados se seguiram com 44,2% em fevereiro, 90% em março, 92% em abril, 42,6% em maio, 21,3% em junho e 60% em julho.

No fim de março, o sistema marcava 37,4% da capacidade. Em abril, 36%. A partir de maio, com a estiagem crescente, a redução nas reservas do Alto Tietê chegou a 5% ao mês, marcando 30,9% e, em junho, 26%.

Na semana passada, a Sabesp pediu aos órgãos reguladores autorização para retirar 25 bilhões de litros do volume morto do Alto Tietê e outros 100 bilhões do Cantareira. A empresa diz que os volumes não são necessários no momento e que os solicitou por prevenção.

Volume morto

Em nota, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), responsável pela outorga desse tipo de autorização no Sistema Alto Tietê, disse que autorizou a Sabesp a executar obras somente no dique de contenção da represa Biritiba Mirim, uma das cinco que compõem o Sistema Alto Tietê. Segundo a companhia, “essa intervenção tem o objetivo de facilitar a captação de água do volume útil dessa represa, devido às suas características”.

Fonte: MogiNews

Comentários

VEJA TAMBÉM