21/12/2018

O Ministério da Saúde abriu um novo edital para tentar ocupar 329 vagas do programa Mais Médicos que não foram preenchidas no Estado de São Paulo.

Antes, as vagas eram ocupadas, em sua maioria, por médicos cubanos. Médicos com registro no Brasil podem se candidatar.

Na região metropolitana, muitos profissionais que se inscreveram no primeiro edital não se apresentaram e as vagas continuam disponíveis.

Dos 78 médicos inscritos na capital, 24 não se apresentaram.

A situação se repete na maioria das cidades da região metropolitana, principalmente nos bairros mais afastados do centro.

O médico Leonardo Xavier Gonçalves começou a trabalhar há dez dias na UBS Pedro de Souza Campos, na região de Ermelino Matarazzo, na Zona Leste da capital. Três vagas abriram na unidade com a saída de médicos cubanos. Antes, ele já trabalhava em duas AMAs (unidades de Assistência Médica Ambulatorial) na região.

Em média, o Leonardo vai atender 320 pessoas por mês, uma delas é o aposentado Renê Sobrinho que, nos últimos 3 anos, foi atendido por um médico cubano na unidade.

Todos os que entram no Mais Médicos passam por uma capacitação, sendo apresentados à realidade das unidades básicas de saúde e ficam sabendo qual papel vão desempenhar.

Desde que os cubanos deixaram o programa, cada unidade colocou em prática um plano de contingencia, com remanejamento de profissionais para que a população não fique sem atendimento.

Se a Prefeitura tiver que contratar médicos – via organizações sociais – para preencher as 24 vagas que ainda estão abertas, vai ter um gasto extra de R$ 300 mil por mês.

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