23/11/2011

A desenhista Sandra Gomes Bacelar, de 35 anos, foi presa na madrugada de ontem acusada de atear fogo ao próprio filho, uma criança de 10, na Vila Esperança, zona leste de São Paulo. Duas enfermeiras disseram à polícia que, antes de ser atendido no Hospital de Ermelino Matarazzo, o garoto contou o motivo pelo qual foi agredido. ‘O menino falou para elas que a mãe tinha dado uma surra nele por ter rasgado o sofá. Depois, ela jogou álcool, tacou fogo e o empurrou para o banheiro, onde ficou trancado.

Foi o próprio menino quem abriu o chuveiro para apagar as chamas’, afirmou o delegado adjunto do 24.º Distrito Policial (Ponte Rasa), Renato Batista de Oliveira.

Por volta das 2h50, vizinhos escutaram gritos e chamaram a Polícia Militar, imaginando que se tratava de uma briga familiar. Pouco antes de chegar à casa, os policiais cruzaram com o padrasto do garoto, que o levava para um pronto-socorro. ‘Ele estava embriagado, com a filha de 3 anos solta no banco da frente e o menino no de atrás. Com certeza, iria provocar um acidente até chegar ao hospital’, disse o soldado Marcelo Melo Alves. O policial relatou também que o menino tinha queimaduras graves. ‘Ele estava derretendo, com a pele se soltando da mão. Contou que foi a mãe quem ateou fogo.’

Segundo os PMs, o padrasto teria pedido para salvarem o garoto. Ele disse que estava dormindo quando a mulher teria ateado fogo no menino. Os policiais militares encontraram Sandra na casa. A mulher, segundo eles, tinha sinais de embriaguez. ‘Ela estava tranquila. Não chegou a ver em que estado ficou o filho’, contou o soldado.

Bebida. A família vive na casa da Rua Montes Áureos há aproximadamente três meses. Foi tempo suficiente para que vizinhos notassem aquilo que consideram o consumo excessivo de álcool por parte da desenhista.

A dona de casa Olanyra Olibani, de 70 anos, afirmou que, recentemente, acompanhou uma costureira à casa de Sandra, que queria colocar cortinas nas janelas. Durante os cerca de 30 minutos em que ficou na casa, ela percebeu que a vizinha bebeu seis latas de cerveja. Ela disse que está chocada com o que aconteceu com o menino. ‘Chorei bastante. É uma criança linda.’

Outra vizinha, a dona de casa Raimunda Mourão, de 76 anos, confirmou que o excesso de bebida chamou a atenção de todos. ‘Sempre aparecia um saco de lixo cheio de latinhas e garrafas vazias na calçada.’

Pela manhã, o menino foi transferido do Hospital Ermelino Matarazzo para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Tatuapé, referência em queimados. Tinha queimaduras de segundo e terceiro graus e permanecia em estado grave.

O menino sofreu queimaduras em 27% do corpo e permanecia internado até as 20h. A mãe está presa no Centro de Detenção Provisória de Franco da Rocha, autuada por tentativa de homicídio e tortura.

Fonte: MSN Estadão

Assista o vídeo feito pela Rede Record:


 

Comentários

VEJA TAMBÉM