30/07/2012

Nos extremos da cidade, com médicos em início de carreira, ganhando R$ 2.200 por mês os hospitais municipais do Tatuapé, de Itaquera, e de Ermelino Matarazzo, na zona leste da Cidade, e do Campo Limpo, na zona sul. Juntos, eles fizeram 39% dos 3,1 milhões de atendimentos de urgência da rede no ano passado. Eles têm 1.017 leitos de internação – 36% do total da rede hospitalar da Prefeitura.

Em levantamento recente a Comissão de Saúde da Câmara apura que há vagas ociosas para 447 profissionais em diversas especialidades. Baixos salários ajudam a explicar o déficit, apontado como uma das razões para a queda dos atendimentos da rede.

Sem 139 médicos de várias especialidades, o Hospital Municipal Professor Doutor Alípio Correa Neto, em Ermelino Matarazzo, na Zona Leste, está com 100 leitos desativados. Esse foi o principal problema encontrado na vistoria realizada pela Comissão de Saúde da Câmara Municipal. Inaugurado em 1990 pela ex-prefeita Luiza Erundina, o hospital tem capacidade para 380 leitos que estão distribuídos pelos seis andares. No entanto, por causa do quadro incompleto de 139 médicos, opera com 280 leitos. Dos 388 especialistas com cargos aprovados por lei, a unidade funciona precariamente com 249 profissionais.

Já o CREMESP – Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, publicou estudos, onde constata que de 2000 a 2009 a população do Estado de São Paulo cresceu 12%, enquanto o número de médicos em atividade aumentou 48%. A população passou de 37.032.403 pessoas em 2000 para 41.384.089 habitantes em 2009. No mesmo período o contingente de médicos subiu de 68.283 para 100.950 profissionais. Fica provado nesse estudo, que a população tem atendimento precário, porém não é por falta de médicos.

Fonte: Blog do Paulinho

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