26/07/2011

Em 2012, o PT concentrará esforços para tentar crescer no eleitorado do chamado “cinturão intermediário” da cidade, onde está a classe média ascendente.

O cinturão é formado por bairros que não são nem centrais (onde a prevalência é tucana) nem da periferia extrema (já “fidelizada” ao PT).

O que anima o partido a investir nessas regiões são mapas comparativos das últimas eleições.

Sem vencer na capital desde o segundo turno de 2002, quando Luiz Inácio Lula da Silva bateu José Serra no segundo turno, o partido experimentou recuperação com Dilma Rousseff, que teve 46% na cidade.

O crescimento se deu justamente graças ao ganho de musculatura em bairros como Ermelino Matarazzo, Vila Prudente e Vila Maria.

Em alguns deles, o PT conseguiu inverter a “cor” do mapa: do azul do PSDB para o vermelho. Em outros, os tucanos seguem na frente, mas a distância diminuiu.

O eleitorado nesses bairros é, predominantemente, de classe média baixa e conservador, e “rompeu” com o partido após a gestão Marta Suplicy, segundo a avaliação da cúpula petista.

Já foi malufista, votou em Gilberto Kassab em 2008, mas, segundo avaliação do PT, ainda não se definiu como tucano.

DEMANDAS

O partido traduz da seguinte forma o sentimento antipetista que predominou nos bairros de transição após a gestão Marta: “Nós pagamos os impostos, e o PT gasta na periferia”.

O maior exemplo usado nos diagnósticos internos é o dos CEUs (Centros Educacionais Unificados). Construídos prioritariamente na periferia, eles deixaram de atender esses bairros.

“O morador da Vila Prudente tem de pagar uma escola particular para os seus filhos e ela é pior que o CEU, que é público”, explica um cacique petista.

Para saber quais são suas demandas e construir um discurso que permita crescer no cinturão, o PT vai fazer uma pesquisa focada nesse eleitorado.

Já se sabe que um dos eixos do discurso deve ser educação profissionalizante, justamente uma das principais bandeiras do PSDB na gestão Geraldo Alckmin.

Fonte: Arenápolis News

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