11/09/2010

Moradores de Ermelino perderam uma boa chance de prestigiar uma ótima peça de teatro que foi encenada no Parque Ermelino Matarazzo na ensolarada manhã do dia 11 de setembro. Com entrada franca, o pequeno público pode assistir  a adaptação feita pela Companhia do Miolo  da peça “O doente imaginário”  do consagrado dramaturgo francês Moliére . O evento faz parte do Programa “Teatro nos Parques” que visa popularizar e democratizar o acesso a este tipo de cultura o que levou, inclusive a ter a cobertura também da emissora de televisão CNT. Para quem perdeu, fica o convite para os próximos espetáculos no mesmo local:

“A folia no terreiro de seu Mané Pacarú” da Companhia “Mamulengo da Folia” dia 02 de outubro às 15h00 e:

“O mistério do novo”  da “Companhia Estudo de Cena” dia 13 de novembro também às 15h00.

Rogerio Oliveira, Administrador  do Parque Ermelino Matarazzo, agradecendo a iniciativa, disse ” que a peça foi excelente apesar do pequeno publico. São estas iniciativas que promovem o parque para que tenhamos mais visitantes e garanto que nas proximas peças teremos um publico maior, engrandeçendo mais ainda o trabalho executado por voces. Muito obrigado”
Assista o vídeo feito pelo EM JORNAL e, mais embaixo, vídeo produzido pela TV Cultura sobre o projeto “Teatro nos parques”:

Saiba mais sobre a peça encenada hoje:
O espetáculo “O Doente Imaginário” foi o último texto escrito e encenado pelo dramaturgo francês Molière, que morreu em palco ao encená-la, em 1653.

No entanto, o espetáculo que o público pode conferir neste final de semana foi de uma adaptação feita pelo grupo e com a direção de Cuca Bolaffi. A adaptação voltou-se para o teatro de rua. Os atores passam a exercer a função de narradores, para, assim, contar a história dos personagens Barão Argan, Bernardo (irmão do Barão), Belinha (esposa), Benedita (criada), Bianca (filha), e Beto (o futuro genro).

Todos montam uma espécie de berlinda, onde expõem seu ponto de vista sobre a história. Assim, eles divertem o público e revezam-se com os personagens principais. Portanto, a peça conta a história de uma família, narrada pela própria família. Nesse ambiente íntimo, percebem-se as contradições do grupo, mas tudo repleto de muita graça e surpresas, como quase todas as peças de Molière.

“O Doente Imaginário” começa com o confronto do público diante de um cortejo, puxado pela família, aparentemente, triste que segue o caminho com o objetivo de encontrar o cemitério para enterrar o Barão Argan. Mas a confusão aparece logo no início da peça. Os personagens-narradores não se entendem e chegam à conclusão de que a melhor saída é contar ao público o porquê de estarem ali.

O texto é repleto de mentiras, intrigas, dissimulação e ganância. Faz o público rir, mas também o faz pensar. A participação do público é peça chave na história. A platéia é questionada e depois convidada para interagir com o espetáculo.

A “Cia do Miolo” acredita que o teatro de rua é mais estimulante para o ator, pois a interação com o público, para eles, é sempre bem-vinda. Primeiro, porque na rua há a troca de informações com o público, enquanto que, no teatro tradicional, as pessoas permanecem caladas.

Outro motivo se dá porque não há como impedir que o público sem condições de pagar uma entrada ao teatro assista ao espetáculo. O grupo tem realizado as apresentações em praças públicas.

Da mesma forma, eles pensam das peças de Molière. Antes da montagem de “O Doente Imaginário”, eles montaram “O Burguês Fidalgo”, do mesmo autor. O grupo gosta de trabalhar com Molière por acreditar que a commedia dell’arte seja o gênero mais adequado para o espaço público.

Fonte sobre a peça: Diário do Nordeste

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