19/10/2015

Um importante trabalho de conscientização ambiental vem sendo desenvolvido na EMEF Octávio Mangabeira do Parque Boturussu, Ermelino Matarazzo.  Intitulado “Práticas Sustentáveis dentro e fora da Escola”, o projeto visa desenvolver nas crianças a consciência de protagonistas de seu próprio tempo frente às transformações ocorridas no ambiente em que vivem.  Neste esforço das educadoras,  a realidade ambiental de Ermelino Matarazzo é exposta na prática para mostrar que os problemas estão “a partir de nosso quintal” e, por extensão, procura-se criar neles uma visão global e abrangente da questão.  Para tanto, a história do bairro e do córrego Mongaguá que corta Ponte Rasa e Ermelino  foi contada e as crianças puderam, dentre as atividades,  visitar o Parque Linear Francisco Menegolo onde o conceito de mata ciliar foi apresentado e os pontos de poluição bem como os problemas socioambientais no entorno da escola foram vistos.

O Parque, na Bacia do Córrego Mongaguá, faz parte do Programa “Córrego Limpo” que prevê obras de construção de rede coletora de esgoto domiciliar, já concluída pela Sabesp. O distrito de Ermelino Matarazzo integra em seu território a Macrozona de Proteção Ambiental e a Macrozona de Estruturação e Qualificação Urbana já que faz parte da Zona Leste, região rica em nascentes com séria preocupação de contaminação da população através da água não potável. Ainda dentro deste território, encontra-se a sua sub-bacia da qual fazem parte os córregos Ponte Rasa, Franquinho e o próprio Mongaguá, que deságua no Rio Tietê.

Outra preocupação das educadoras  é, diante da crise hídrica atual, conscientizar os alunos das formas de utilizar água com responsabilidade para que estes, replicando os conceitos em casa para os adultos, ajudem a desenvolver a cidadania e consciência ambiental para a comunidade.

A luta agora dentro da EMEF Octávio Mangabeira é a construção de uma cisterna que além de servir para poupar água na escola e irrigação de futura horta comestível, serviria de demonstração prática para os alunos e comunidade do entorno, dos seus benefícios. O telhado da EMEF é bem grande e seria um ótimo captador da água da chuva. A APA (Agente de promoção Ambiental) e UBS Pedro de Souza Campos já se mostraram simpáticos à iniciativa, entretanto o custo de instalação ainda é um empecilho:  Levantamento feito em uma grande loja de material de construção da região apontou um valor aproximado de R$ 1.300,00 e a expectativa é que a comunidade se mobilize ou até alguma empresa patrocine o projeto pois, nas palavras de Elaine Castro, professora da EMEF, “Enquanto a paixão de educar estiver no meu ser, não sossegarei, estarei sempre instigando novas descobertas.”

Comentários

VEJA TAMBÉM