15/09/2013

O custo total da remoção de terras contaminadas no câmpus da USP Leste, autuada nesta semana por descumprir exigências da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb), foi estimado em R$ 3,9 milhões. A informação consta no edital de concorrência, de agosto de 2013, para o certame, suspenso por causa do pedido de detalhamento de dados feito pelo órgão ambiental.

 

Um técnico participante da licitação ouvido pelo Estado afirma que oito empresas participaram da concorrência e teriam visitado o local antes da interdição, nesta semana. Com o refinamento solicitado pela Cetesb, de acordo com ele, o custo da remoção pode atingir até R$ 10 milhões.

 

O edital prevê que a empresa contratada deveria assumir a função de remover e recompor pouco mais de 3 mil m³ de terras contaminadas no câmpus da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, no bairro Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo. Antes da suspensão, a data prevista para anunciar o vencedor do processo licitatório era 6 de setembro.

 

Em aberto. A assessoria de imprensa da USP informou que “a concorrência foi suspensa por causa de uma solicitação da Cetesb para que se faça mais detalhamento e refinamento na malha de levantamento de dados de contaminação das terras”. A nova avaliação determinada pela agência ambiental paulista, segundo a universidade, determinará o volume total de terra que será removida.

 

A instituição ainda informou que são sigilosos os dados da sindicância instaurada para apurar a responsabilidade do diretor da USP Leste, José Jorge Boueri Filho, pelo terreno contaminado.

 

Em assembleia ontem, alunos, funcionários e professores decidiram continuar a paralisação até que sejam resolvidos os problemas ambientais do câmpus. Os alunos também exigem o afastamento definitivo do diretor Boueri Filho, e que haja eleições diretas para o cargo.

Na segunda-feira, a Congregação da unidade fará reunião fechada e, no dia seguinte, são planejados protestos na frente da reitoria. Na quarta-feira, representantes da Cetesb devem ir ao câmpus da USP Leste para dar novas informações sobre a interdição.

Fonte: Estadão

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