11/05/2019

Segundo reportagem da Folha, dois radares que monitoravam o tempo na Grande São Paulo (um deles instalado na USP LESTE de Ermelino Matarazzo, foram interrompidos após corte de verba que vinha do Climatempo após a mesma passar a ter controle empresa norueguesa StormGeo que passou a ser sócia majoritária com 51%. Com isso, não só a população como também o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), o CPTEC/Inpe (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos/Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo), a Infraero/SP (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) e a Defesa Civil do Estado de São Paulo deixaram de receber informações importantes para diversos monitoramentos, inclusive alertas de enchentes e inundações.

Esses equipamentos adquiridos pela USP têm a vantagem de ser não só mais precisos, como também mais baratos e compactos que modelos tradicionais. Para se ter uma ideia, um modelo tradicional custa de US$ 1,5 milhão a US$ 2 milhões, pesa de 700-1.500 kg e demanda a construção de uma torre, gerando mais custos de infraestrutura. Já os do Chuva Online custam de US$ 80 mil a US$ 110 mil e pesam somente 70 quilos.

Agora, o radar mais próximo é o do DAEE que fica à 65 km de distância da Capital, o que diminui a precisão dos dados. A Verba mensal de R$ 10 mil era para cobrir as despesas com os técnicos que cuidavam da qualidade dos dados.

Procurado pela Folha, a Defesa Civil do Estado de São Paulo disse que “está ciente quanto ao término do Projeto Chuva Online e já iniciou tratativas junto à Universidade de São Paulo para buscar soluções para a continuidade do projeto”. Mas, por enquanto, não há qualquer previsão para que o serviço volte a funcionar

Comentários