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02/11/2013

A Universidade de São Paulo (USP) decidiu demolir um prédio que abrigou um restaurante provisório no campus de Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo. A universidade afirma que a decisão de destruir o prédio não é recente e não foi motivada pelo problema de contaminação do solo, que já gerou uma greve de funcionários e alunos.

Na quinta-feira (31), a universidade foi multada em R$ 96,8 mil pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) porque não atendeu às exigências para remediação de área contaminada no campus, construído em um terreno onde funcionou um aterro de lixo orgânico. Com o tempo, o material se decompõe e começa a emitir gás metano, que é tóxico e explosivo.

A empresa contratada para monitorar a contaminação do solo constatou presença de gás metano em 107 pontos. No prédio M3, conhecido como “Laranjinha”, foi detectada a presença do gás em um nível um pouco superior ao detectado em outras partes, de acordo com a USP. No entanto, ainda segundo a universidade, não existe risco de explosão no edifício.

Na quinta-feira (31), a Superintendência do Espaço Físico enviou um ofício pedindo que seja feita a desocupação do imóvel onde funcionam o grêmio dos funcionários, o núcleo de convivência, além de atividades de cultura e extensão. A USP Leste informou, na manhã desta sexta-feira (1º), que não havia sido informada formalmente da decisão.

Os alunos e professores alegavam ter medo de trabalhar devido ao riscos da contaminação. O receio surgiu após a Cetesb ter colocado uma placa interditando algumas áreas do campus devido à concentração de gás metano. A greve foi suspensa apenas na terça-feira (29), após 50 dias de paralisação.

Prazos
O Auto de Infração de Advertência foi expedido em 2 de agosto pela Cetesb e exigia a remediação da área contaminada no campus da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). A Cetesb considerou que os prazos para aplicação das medidas para avaliação e as consequentes medidas corretivos dos gases do solo, nas edificações já instaladas e nas áreas onde foram depositados irregularmente solos contaminados e a sua remediação, não atendem ao solicitado.

Para comprovar o recobrimento de todas as áreas permeáveis do solo no campus leste já investigadas da Gleba I, com solo livre de contaminação e o plantio de gramíneas, a empresa contratada pela USP teria até dezembro deste ano para executar este serviço.

Até janeiro de 2014, teria de ser completado o mapeamento dos gases em toda a área do campus e apresentação de investigação adicional do solo, em algumas áreas já edificadas e onde foi depositado solo contaminado sem autorização. Até março de 2014, seria a conclusão da instalação e operação dos sistemas de extração de gases do subsolo em todos os prédios já construídos. Por último, até abril de 2014, o cumprimento das demais exigências técnicas, do total de 11, formuladas no Auto de Advertência.

No plano de intervenção apresentado pela empresa contratada pela USP, no entanto, os prazos para atendimento de todas essas exigências iriam até abril de 2014.

O Auto de Infração de Penalidade de Multa expedido pela Cetesb reforça, ainda, que não serão autorizadas quaisquer intervenções nos solos, ou nas águas subterrâneas, na área do campus da EACH, até que um estudo de investigação ambiental e um plano de intervenção tenham sido aprovados pelo órgão responsável pelo meio ambiente, sob pena de embargo das obras.

Fonte: G1

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