16/07/2011

Seja na Bahia de Dorival ou no Morro da Mangueira de Jamelão, o fato é que a força do samba vai muito além do ritmo das batucadas. Como em Ermelino Matarazzo, zona leste da periferia de São Paulo, onde um grupo de amigos usa a música para propor um futuro melhor às crianças e jovens do bairro. Foi assim que, há quatro anos, surgia o movimento Samba no Asfalto.  “Todos nós somos músicos e, por algum tempo, trabalhamos com isso. Mas chegou um momento em que a gente se cansou dessa rotina. Por esta razão, achamos que podíamos e deveríamos fazer algo a mais”, define Diego de Oliveira, um dos cinco fundadores do grupo.

Neste sábado, a partir das 13h, o Samba no Asfalto comemora mais um ano de ações sócio-culturais para comunidade, que contará com a participação de poetas, sambistas, comunidades de samba e uma apresentação teatral e musical das crianças atendidas pelo projeto. “Tudo isso é, sem duvida, resultado de um trabalho de intensa dedicação de todos aqueles que fazem o samba acontecer. Sabemos que somente através da cultura as pessoas terão condições de buscar um futuro mais próspero”, ressalta.

Em todos esses anos, o projeto desenvolveu atividades que não se restringem somente ao universo da música, como as aulas de percussão, mas também exercícios de teatro e dança. “Acreditamos que este trabalho de desenvolvimento se dá por vários caminhos. Por isso apostamos nas artes cênicas, no balé e em qualquer tipo de atividade educativa”.

Para o futuro, os organizadores prevêem a realização de oficinas de reforço educacional, entre  outras propostas. “Diferente desta molecada de agora, na nossa época não havia ninguém que pudesse nos orientar. Por isso, temos o objetivo de tentar evitar que estes jovens tomem rumos errados, através da música, das artes e da educação”, lembra Oliveira.

Fonte: Catraca Livre

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