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26/09/2011

O Grupo do Balaio de Teatro continua com suas atividades numa residência emprestada em Ermelino Matarazzo, bem menor do que o teatro da Rua Professor Alves Pedroso, um espaço que tinha capacidade para 200 espectadores e muitas vezes faltava lugar para a plateia onde o grupo nasceu.

O cadeado no portão e o mato crescendo na entrada indicam o abandono de um espaço que já foi palco de muitos espetáculos. O Teatro Municipal Flávio Império, em Cangaíba, Zona Leste, foi fechado em 2006 para reforma, mas artistas da região e a comunidade ainda não viram as obras começar.

“É triste lembrar de tanta coisa boa que aconteceu nesse teatro e vê-lo largado”, lamenta a arte-educadora Angela Garcia e Garcia, 25 anos. Ela frequentou de 2002 a 2004 a casa, onde surgiu seu grupo de circo e teatro.
A participação da comunidade resultou, segundo Angela, do Projeto Amigos da Multidão, iniciativa da Companhia Estável, que administrava o local até fechamento. “Quando a comunidade começou a reconhecer aquele espaço como sendo dela, acabou tudo.”
O estudante Renato Adriano Rosa, 30 anos, que frequentou oficinas no local, lamenta o estado de abandono. Ele reconhece que o teatro precisava de reforma, pois era precário e até chovia dentro, mas não entende a demora. “Nossa região é carente de equipamento cultural e esse espaço poderia potencializar o trabalho de grupos locais. Muitos acabaram com o fechamento do teatro”, diz Renato. A casa surgiu na década de 1990 e já foi também palco de festas de escola e formaturas.

Um grupo, intitulado S.O.S. Flávio Império, foi criado após o fechamento para reivindicar a reabertura. Emerson Alcalde, 29 anos, ator, um dos líderes do movimento, conta que cortejos foram realizados pela região e foi feito abaixo-assinado, encaminhado à Secretaria Municipal de Cultura. “Falam que vão reformar, mas nunca reformam. O espaço virou depósito de outros teatros municipais”, fala. Ele tem muitas lembranças boas do Flávio Império. “Faz parte da minha história. Foi lá que assisti às primeiras peças e comecei a fazer oficinas”, fala o ator, hoje formado em teatro profissional.

A Secretaria de Cultura prevê o início da reforma e ampliação para este ano, mas não informa o prazo de entrega. Questionada, não respondeu se foram realizadas atividades culturais na região para compensar a falta do equipamento. Segundo o órgão, pelo projeto, o teatro terá o dobro da área atual e será integrado a um parque. Haverá 211 assentos e 32 vagas de estacionamento. o futuro Teatro-Parque Flávio Império oferecerá mais recursos técnicos para as companhias teatrais.

Fonte: Diário de S. Paulo

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