12/04/2012
Diversas autoridades políticas estiveram presentes na Missa em Ação de Graças pelos 60 anos de idade do Padre “Ticão” na Igreja São Francisco de Assis que contou também com membros de outras religiões. A Celebração começou em torno das 19h30 e terminou por volta das 22h00.

O aniversário de 60 anos do padre Ticão, tradicional religioso e líder comunitário da zona leste de São Paulo, reuniu vários políticos em uma missa comemorativa na igreja de São Francisco de Assis, no bairro de Ermelino Matarazzo, na noite desta quinta-feira. Entre os presentes, estava o deputado federal e pré-candidato a prefeito pelo PMDB, Gabriel Chalita, o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), além do senador petista Eduardo Suplicy.

Durante a cerimônia, o religioso falou aos fiéis sobre a importância de os pré-candidatos à prefeitura elaborarem um plano de metas para melhorar a região, sobretudo na área da educação, e aproveitou a presença dos políticos para pedir ao governador a desaproprição de terrenos na área para a construção de uma escola, entre outras reivindicações. “Queremos ver se nessas eleições os candidatos se comprometem a apresentar e a cumprir um plano de ações para realmente melhorar nossa cidade”, disse.

Único pré-candidato presente na missa, Chalita ressaltou a importância das conversas com líderes comunitários, como o padre Ticão, para a construção de um plano de governo, e aproveitou a ocasião para criticar a gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD).

“Além da questão da escola, o que eu senti que é mais doloroso (ao visitar o bairro) é a questão da saúde. São as AMAs (atendimento médico ambulatorial) que não funcionam aos fins de semana, a dificuldade de conseguir consultas médicas, a falta de uma série de especialidades na zona leste, que não funcionam durante a semana. Então você tem uma população de 3 milhões de habitantes que tem acesso mínimo à saúde”, disse.

Durante a cerimônia, Alckmin e Chalita sentaram em lados opostos, mas o ex-secretário estadual de Educação fez questão de destacar “o enorme carinho” que um sente pelo outro, embora o governador hoje seja um dos maiores cabos eleitorais do pré-candidato José Serra (PSDB).

“Eu tenho enorme carinho pelo Alckmin e sei que ele gosta muito de mim”, disse Chalita, ao deixar a missa. Questionado se Alckmin nutria um carinho maior por ele que por Serra, Chalita respondeu em tom objetivo: “Com certeza”, disse, em tom de brincadeira. A richa com Serra foi um dos motivos que levaram Chalita a deixar o PSDB no passado, e não é segredo a rivalidade entre os dois políticos.

Católico praticante, Chalita foi “tietado” por fiéis no fim da missa, e chegou a dar autógrafos e a tirar fotos. Ele, porém, negou que faça uso político de sua proximidade com a igreja, e destacou que tem se reunido também com líderes de outras igrejas. “Hoje mesmo conversei com pastores evangélicos”, contou, completando que também tem conversado com muçulmanos, judeus e integrantes de outras religiões.

Pelo menos três partidos ligados à correntes religiosas já se aliaram ao peemedebista: o PTC (Partido Trabalhista Cristão) e o PSC (Partido Social Cristão), além do PSL (Partido Social Liberal), que irá anunciar o apoio ao pré-candidato nesta sexta-feira.
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Fonte: Terra/Fotos: Cláudio Nicomedes

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