Meio físico

12/08/2011

O distrito de Ermelino Matarazzo totaliza uma área de 8,70 km² e integra em seu território a Macrozona de Proteção Ambiental e a Macrozona de Estruturação e Qualificação Urbana. Ainda dentro do território de Ermelino Matarazzo encontra-se a sub-bacia do córrego Mongaguá, da qual fazem parte os córregos Ponte Rasa, Franquinho e o próprio Mongaguá, que deságua no Rio Tietê.

O município de São Paulo tem sido objeto de estudo desde o século passado, do ponto de vista geológico, geomorfológico e geotécnico.

Problemas – Os principais problemas de caráter geológico-geotécnico que afetam a ocupação no município são os escorregamentos, inundações e a erosão. A ocorrência desses fenômenos está na conjugação de condicionantes naturais tais como tipos de rochas, de relevo, presença de descontinuidades (xistosidades, fraturas, falhas) com as formas de ocupação urbana (supressão de vegetação, aterramento das várzeas, modificação do perfil natural da encosta pela execução de corte-aterro lançado, impermeabilização do solo, etc).

Dentro de seus limites administrativos, o município abrange esquematicamente três conjuntos de setores bastante diferenciados: a Bacia Sedimentar de São Paulo, de idade terciária; o seu rebordo granito-xisto-gnaíssico, desfeito em um sistema de blocos e cunhas em degraus, por um sistema de falhamentos antigos reativado pré-cambriano e as coberturas aluviais e colúvios quaternários.

Este arcabouço geológico condiciona a morfologia da região, refletindo na existência de um relevo colinoso, com planícies aluviais e terraços dos rios Tietê e Pinheiros e afluentes, onde encontra-se assentado seu núcleo urbano mais consolidado, circundado por formas de relevo mais salientes, sustentadas por corpos graníticos (Serra da Cantareira) e lentes de metassedimentos mais resistentes.

Mapa Geológico – No mapa geológico, estes três conjuntos são detalhados em 4 grandes unidades, onde são descritas suas distribuições e características litológicas, não sendo aqui fundamental a discussão sobre o posicionamento estratigráfico das mesmas, ainda que as unidades obedeçam a um ordenamento crono-estratigráfico.

1 – Sedimentos Cenozóicos – Nesta unidade estão agrupados todos os depósitos sedimentares de idades terciária e quaternária, com ocorrência no município de S. Paulo e mapeáveis na escala original do mapa geológico 1:250.000. A saber: Depósitos aluviais (Qa), Formação São Paulo (TSP), onde predominam depósitos arenosos e subordinadamente argilas e conglomerados, Formação Resende (TR), onde ocorrem lamitos, arenitos e conglomerados. Ressalta-se que os depósitos coluviais, de idade quaternária e de importância para a ocupação, já que muitos deslizamentos estão associados a este tipo de depósito, não encontram-se representados em mapa, por não serem mapeáveis neste escala. Os depósitos aluviais têm sua ocorrência ao longo das várzeas dos rios e córregos do município, destacando-se as planícies dos rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí, ainda que intensamente remodeladas pela ação humana através de retificações dos canais, aterramento das várzeas etc. Cabe ressaltar ainda a ocorrência de sedimentos quaternários no sul do município, preenchendo a estrutura circular denominada de Cratera de Colônia. Os principais problemas na ocupação dos depósitos aluviais são:

– áreas mais sujeitas à inundação

– recalques devido ao adensamento de solos moles

– lençol freático raso.

 

Os sedimentos terciários (formações S. Paulo e Resende) se estendem por toda a área central do município, sendo o espigão da Paulista sustentado pela Formação S. Paulo, e em manchas isoladas ao sul, entre as represas Guarapiranga e Billings, ao norte, na região de Santana ,a leste, ao longo de toda a margem esquerda do Tietê nos bairros de Itaim Paulista, Ermelino Matarazzo, Cangaíba, Penha e Tatuapé e a sudeste no Ipiranga e Sacomã.

Como principais problemas para a ocupação ressalta-se: recalque diferencial na camada mais superficial de argila porosa e dificuldades de escavação, tanto nos solos superficial como nos sedimentos desta unidade(1).

2 – Suítes Graníticas Indiferenciadas – Nesta unidade encontram-se agrupados granitos, granodioritos, monzogranitos e granitóides indiferenciados (Pcsg). Ocorrem predominantemente na região norte, sustentando a Serra da Cantareira e ao sul, em corpos isolados.

3 – Grupo São Roque e Grupo Serra do Itaberaba – Nesta unidade encontram-se agrupados dois grupos litoestratigráficos, onde ocorrem metassedimentos de natureza diversificada e metavulcânicas básicas.

4 – Complexo Embu – Nesta unidade, composta por uma grande variedade litológica, encontram-se agrupados as rochas mais antigas situadas na área do município.

 

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Fonte: atlasambiental.prefeitura.sp.gov.br

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