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04/02/2010

A Secretaria de Controle Urbano, o Contru, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e as subprefeituras Santana e Ermelino Matarazzo, apoiados pela Polícia Militar, interditaram ontem dois postos de combustível que vendiam metanol misturado ao álcool. O Ultra Posto de Serviços Ltda., de bandeira branca, localizado na avenida Conselheiro Moreira de Barros, 3.425, em Santana, apresentava 5,8% de metanol
misturado ao álcool. Já o Posto de Serviços Automotivo Zodiac, de bandeira branca, situado na avenida Amador Bueno da Veiga, 4.663, na Penha, apresentava 13% de metanol misturado ao álcool combustível. Desde que a ação de fiscalização teve início, esta é a primeira vez que se detecta a mistura de metanol ao álcool, o que caracteriza adulteração de combustível.
No entanto, o metanol ou álcool metílico não é combustível. Trata-se de um composto químico encontrado na forma líquida, inflamável, com uma chama invisível.ou em contato com a pele. Rapidamente absorvido pelo organismo, pode provocar cegueira e parada cardíaca. Além dessa ilegalidade, os funcionários que abasteciam os veículos nos postos que vendiam o metanol misturado ao álcool não usavam nenhum tipo de proteção e poderiam ter sido intoxicados com uma pequena quantidade de metanol em contato com a pele ou mesmo por inalação. A legislação de combustível determina que para a venda de etanol deve haver 98% de álcool na composição, sendo os 2% restantes referentes a impurezas diversas.
O metanol é um produto originado da nafta que, além de prejudicial a saúde, pode provocar vários prejuízos às peças dos automóveis.
Como em toda adulteração de combustível, o objetivo é obter lucro
exorbitante à custa do consumidor, pois o preço do metanol é 60% inferior ao preço do álcool combustível.

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