05/07/2012

Ruas da capital paulista que trazem em seu nome o povo argentino ou a própria Argentina, país do Boca Juniors que enfrentou o Corinthians nesta quarta-feira (4) na final na Libertadores, tiveram cenários bastante diferentes durante a partida. Uma delas, a Rua Argentina, nos Jardins, viveu uma situação de marasmo e silêncio, apenas com o barulho dos carros. Quadro bem diferente da Rua dos Argentinos, na Ponte Rasa, na Zona Leste, onde pessoas se juntaram em grupos para ver o jogo e torcer, contra ou a favor. O G1 enviou repórteres aos dois locais e acompanhou os desdobramentos da partida. Em nenhuma das duas ruas havia argentinos à vista. Apenas na rua "argentina" da Zona Leste, torcedores de São Paulo, Santos e Palmeiras apoiavam o Boca, mas sem muito alarde nas ruas. Mas os "anti" formavam número pequeno perto da quantidade de corintianos interessados na partida e que já se reuniam na calçada antes do jogo. Um grupo de crianças jogava bola e só parou com o início da partida. A equipe de reportagem acompanhou o início do jogo na casa de torcedores “do contra”. Uma bandeira do São Paulo segurada pela família dava ideia da real motivação daqueles telespectadores. “Vou zoar muito se perder. Mas se ganhar, aguenta”, disse a operadora de telemarketing Joana Vieira, 22 anos. Ela já tinha uma resposta na ponta da língua para os corintianos nesta quinta-feira (5) em caso de vitória. “Somos tri da Libertadores”, disse a são-paulina. Os moradores da casa dizem não saber de onde vem o nome “Rua dos Argentinos”. No intervalo de jogo, o G1 atravessou a rua e entrou em um reduto corintiano. Oito adolescentes torcedores do time comiam um churrasco. Uma antena instalada ao lado do televisor de LCD permitia que eles vissem a partida ali, no quintal da casa. Foi do lado de dentro da casa que chegou a boa notícia para os jovens torcedores. O grito de uma garota anunciava o primeiro gol do Corinthians, que havia sido transmitido com alguns segundos de antecedência do lado de dentro da casa, em um televisor mais antigo e sem tanta definição. Os jovens comemoraram, gritaram mandando recados para os torcedores rivais e acenderam rojões. A partir daquele momento, a cada novo ataque do time eles berravam: “Grita, Sara”, torcendo para a garota anunciar o gol lá de dentro. A comemoração se repetiu no segundo gol do Corinthians e no momento do apito final. O estudante Kaique Iengo, de 16 anos, e um dos mais eufóricos, comemorava perguntando. “Quero ver o que vão falar agora. Já temos Libertadores e logo teremos estádio”, disse, em meio aos vários “Vai Corinthians” proferidos por ele e pelos amigos quando o título se confirmou.

Fonte: G1

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